Governo diminui impostos de exportação de software. E o que isso significa pra área?

August 26th, 2009 | Postado por Rodrigo Flausino in Indústria

Tentando voltar depois de algumas ferias, fiquei sabendo pelo G1 que o presidente Lula assinou um decreto que, entre outras coisas, diminui de 20% pra 10% a alíquota de INSS incidida

Lula assina decreto que desonera exportação de software

Tá, mas o que isso significa pra área de desenvolvimento de games? Simples: pelo que a gente acompanha por aí pela mídia (revistas, blogs, sites, Twitter das empresas e dos funcionários delas…) algumas empresas nacionais tem o foco de desenvolvimento de jogos pra exportação. Como os impostos internos ainda são altos e a maioria dos investimentos de games vem de publishers no exterior, as empresas acabam exportando seus games. Por exemplo tem um jogo de futebol da Tectoy Digital que a Ubisoft financiou, e que tem foco no lançamento no exterior.

Aí entra aquele problema: será que isso não vai facilitar pras futuras empresas quererem investir apenas lá fora? Uma lei dessa é pedir pra cada empresa nova não olhar pro mercado interno, e seria bem interessante se víssemos mais games nossos nas prateleiras nacionais. Ou será que o único caminho é exportar e outsourcing?

Pelo menos um parágrafo eu gostei, o que poderá ajudar bem na área:

A lei exige em contrapartida que as empresas invistam em capacitação de pessoal, pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O benefício terá validade de cinco anos a partir de setembro.

Deixo aberto pro pessoal comentar a respeito sobre esta nova iniciativa.

Sobre o autor

Rodrigo Flausino escreveu 1981 artigos neste site.

Analista de sistemas. Meio ranzinza de vez em quando, mas é gente boa. Vive reclamando. Gamer quase hardcore. Tem um PS2, um PS3 e um PC xing-ling que não roda games atuais.

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One Response

  • vinigodoy says:

    Só consigo ver isso com bons olhos.

    Primeiro, porque viabiliza a existência de empresas de games nacionais, mesmo que só para a exportação. Mesmo que uma empresa resolva abrir mão de títulos nacionais para só exportar seus produtos por dar mais dinheiro, ela crescerá.

    Em ambos os casos (novas empresas ou empresas crescendo), aumentam também as vagas para desenvolvedores de games. Ao mesmo tempo, pode-se prever o aumento de demanda por esses profissionais, geralmente seguido do aumento dos cursos na área.

    Isso representa o crescimento de um mercado, que geralmente é acompanhado pelo amadurecimento técnico. Ou seja, se a coisa for bem feita, podemos até mesmo esperar jogos melhores.

    Cedo ou tarde, uma empresa dessas terá capital para nacionalizar alguns de seus produtos, ou mesmo teremos acesso ao produto em inglês mesmo no mercado local. Melhor ainda, é sonhar com um blockbuster nacional, lado-a-lado nas prateleiras com os triplos As americanos e europeus.

    Não consigo ver onde manter o imposto alto, mesmo que só para exportação, fortaleça o mercado interno. Na verdade, ele aniquila é a possibilidade de existência de jogos nacionais, já que a carga tributária inviabiliza a existência de empresas desse tipo. Acamos então com um mercado estagnado, de pouca inovação, onde os investidores são homens corajosos e, geralmente, frustrados.

    Ao invés de uma aparente reserva de mercado, o ideal, se a idéia é também melhorar o consumo interno, seria baixar o imposto local, a tal ponto que um jogo produzido aqui fique num preço realmente tentador, ou que seja muito fácil para qualquer um tentar criar sua própria empresa de game dev. Só assim, teremos um mercado de game nacional forte e em franca expansão.



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