Paganini Mixer

Semana passada, postei aqui sobre uma oportunidade de emprego na área de gamedev. Bom, como a área está crescendo aqui no país (mas não tanto quanto nos países desenvolvidos), muitas empresas podem tentar caçar profissionais para trabalharem nos seus projetos. Mas a questão é: você está preparado tecnicamente para conseguir esta vaga?

Todos estão carecas de saber que a maioria dos leitores deste blog ou que estão sempre postando em fóruns de discussão da área (UniDev, PDJ, Gamedev.com.br etc etc) são hobbistas. Ou seja, estão na área ou por diversão ou estão estudando por fora, fazendo as coisas em seu tempo livre. Um erro que acabei cometendo, em parte, foi não ter aproveitado o tempo que eu estava atoa por aí (frisa-se: sem blogs, apenas estudando na faculdade e trabalhando 6 horas por dia no meu primeiro emprego estágio) e ter criado alguns projetos. Como já tinha uma certa noção, eu queria criar algo enorme primeiro, mas acabei esquecendo o básico: criar projetos simples.

Hoje estou mais com os pés no chão, mas ainda assim o meu foco deu uma mudada radical: game design. Hoje, qualquer projeto que eu for tentar fazer vai ter um, mas o problema é ter tempo para conseguir escrever um! Ou mesmo ter tempo de criar alguns joguinhos simples, que poderiam incrementar o meu portólio pessoal.



Isso mesmo: portfólio. Hoje, quem está tentando entrar na área terá de ter um e sempre ir criando alguma coisa. Se você é um programador, tente ir criando coisas mais simples e com pouco tempo de desenvolvimento, para ir aumentando a sua gameografia (Copyright tupinihon) com projetos diversificados. O empregador vai avaliar o seu portfólio antes/durante o processo de seleção e quanto mais projetos de qualidade, maiores as chances de conseguir um emprego.

Se você é um artista 2D/3D, normalmente acaba criando isso antes, em virtude da própria área artística e de ficar criando um modelo atrás do outro, em contests ou mesmo estudando por conta própria. Uma hora o artista vai querer ter um lugar com todos esses modelos ou se ele ver que uma empresa está precisando de um profissional e ele não tiver um portfólio pra mostrar, ele vai acabar criando um, mas o tempo para se montar um site decente pode inviabilizar a vaga dele (ou outras palavras: não vai dar tempo!)

Na área de Game Design, acaba entrando naquele problema da formação. Aqui no país só existe um curso disso, mas ainda assim fica difícil pro empregador testar os conhecimentos do profissional só na base de um currículo (caso ele não tenha experiência). Ele terá de ver os game designs do profissional, para atestar se o cara sabe mesmo esta área. Diferente dos programadores e artistas, que dá pra fazer um teste prático e rápido, num game designer ou tem-se uma conversa boa sobre o assunto ou o empregador terá de avaliar os designs do cara.

Se eu fosse contratar um game designer sem muita experiência em outras empresas de gamedev iria avaliar os documentos de design do profissional e se ele tem algum projeto pronto, avaliando o jogo. Pode acabar sendo uma tarefa demorada e chata, mas que acaba sendo obrigatória. Afinal, um game designer vai liderar partes da equipe e ele tem de ter noções altas disso.

Por fim, se você ainda não tem um portfólio, abra um. Hoje não custa muito abrir um site .com e sistemas como o WordPress são altamente flexíveis, onde você pode criar um site inteiro sem muito esforço e dinâmico. Se você cria um blog onde você sempre vai postando os seus projetos, tenha uma página de índice para o empregador ir avaliando (algo parecido com isto) os seus modelos/games. Sei que a maioria não teria coragem de gastar uns 15 reais/mês com um site .com/.com.br, mas este pode ser um investimento que irá te ajudar no futuro.







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