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Anter de começarmos a descrinchar o lançamento da PSN dessa semana (junto com Monkey Island, mas esse fica para outra hora) pemitam-me contar uma breve história, que aconteceu nos primeiros anos da década de 90.

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Morava na zona sul do Recife um garotinho de nome Tango (alterado para preservar a identidade do rapaz) que gostava muito de jogar vídeo-games. Infelizmente, o único arcade (ou fliperama) que havia perto de sua casa só tinha duas máquinas. Jogar lá era um exercício de boa vontade, mas a 20 centados por ficha (sim, ficha) era um ótimo lugar para passar o tempo e gastar as economias do lanche.

Um belo dia um novo shopping foi inaugurado, com um arcade que parecia entregue pelos Deus de Arcadion em pessoa. O problema: a ficha de lá custava coisa de R$ 2,00. Todo aquele paraíso do divertimento eletrônico parecia estar fora do alcance de nosso pobre garotinho. Mas o destino acabou por lhe revelar uma incrível surpresa.

As fichas dos dois flipers eram as mesmas.

Um belo dia, com seu irmão, ele comprou 10 reais de fichas, o que deu aproximadamente fichas pra cacete. Neste dia, nosso pequeno protagonista zerou After Burner II. No fliperama.

Como vocês podem ver, existe uma história por trás deste clássico da SEGA e eu, digo, esse garotinho. E ele foi gentil o bastante para mandar seu review desta nova roupagem.

Climax

Ao contrário do que alguns devem pensar, Climax não é um novo jogo. Ele foi lançado nos arcades em 2006, mas como essa mídia já estava em franca recessão acredito que poucas ou nenhuma pessoa o viu em algum lugar. Agora ele chega em nossas casas, através da Xbox Live ou PlayStation Network.

O game roda a suaves 60 fps, e é de uma sensação de velocidade alucinante. Tudo o que fez de After Burner II o que ele era está presente: ação frenética, manobras de revirar o estômago e estágios bonitos e irracionais (a.k.a. imagine um F-14 entrar em uma base subterrânea com o afterburner ligado).

Mas Climax não é um remake. Ele é um novo (sim, eu sei) jogo, com novos cenários, novas aeronaves e novas habilidades.

Gráficos

Vamos colocar da seguinte forma: se você já viu algum After Burner antes desse, prepare-se para molhas as calças. E em geral ele não decepciona, apesar dos cenários serem um pouco repetitivos. Os efeitos de iluminação, porém chegam a dar um show.

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Som

Não se deve esperar muito de um game dessa natureza: explosões, mísseis e uma voz feminina gritando no seu ouvido o tempo todo (felizmente ela não grita “do a barrel roll!”). Mas eu darei uns pontos extras por um único motivo: a possibilidade de selecionar a trilha original da versão de 1987, em um novo arranjo. Se querem minha opinião, voem sempre com essa música. Não que a do Climax seja ruim, longe disso. Mas a música de After Burner sempre foi uma das melhores da história dos games.

Jogabilidade

Os controles respondem rápido e são precisos. Não existe problema de deadzone. Às vezes você acaba dando um barrel roll ou outro (ou vááááários) sem querer, mas quando você tem 8 mísseis travados na espinha que cresce na ponta do seu nariz, você dará graças a deus de esquivar magicamente de todos com uma manobra tirada de uma cartola de mágico.

Com isso, é fácil desviar do fogo inimigo por milímetros, causando o derramamento de vários litros de adrenalina na corrente sanguínea, ao mesmo tempo em que, para quem assiste, você é o Tom Cruise reincarnado sem dislexia (e antes de perder um parafuso e virar “cientologista”).

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Fator Replay

Uma sacada muito boa da SEGA foram as EX Options, que são mini-challenges ingame que liberam opções adicionais, como aumentar o número de continues ou aumentar o tamanho do lock on crosshair. Dessa forma, é possível modificar dramaticamente a jogabilidande, sempre dando um novo gás.

Ainda, o jogo conta com vários finais, no melhor estilo Outrun, o que o fará ficar procurando as fases secretas para desbloqueá-los.

Diversão

Se você ainda não percebeu pelo ânimo exarcebado deste autor, o jogo é diversão pura. É uma experiência casual e rápida (em todos os sentidos), mas que fará os mais hardcores se aperfeiçoarem cada vez mais, tanto para descobrir todos os finais como zerá-lo com o menor número de continues possível ou fazer o mais combo.

E agora, inaugurando o novo card de avaliação do SG:

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[Update]

É, eu tinha esquecido de dizer. 10 dolários. E sim, tem troféu. Assim como TODO JOGO lançado pra PS3 depois de 2008.