Depois de Allan Wake e Quantum Break, Control é o novo game da Remedy e da 505 Games. O jogo foi lançado esta semana no PC, PS4 e Xbox One, onde o jogador é Jesse Faden, que vai a um escritório de um órgão do governo em Nova York e acaba se tornando a nova diretora do departamento.

Com isso ela tem de conter um incidente que fez diversos funcionários sumirem, usando habilidades telecinéticas e uma pistola especial. No PC o jogo é um dos que usaram melhor o Ray Tracing até o momento nos PCs, e isso mostra uma diferença brutal na parte gráfica. A nova geração de reflexos e iluminação chegou! Saiba mais em nossa análise.

Ficha Técnica
Produção 505 Games
Desenvolvimento Remedy
Lançamento 23/05/2018 (PC, PS4 e Xbox One), 19/10/2018 (Switch)
Plataformas PlayStation 4, PC, Xbox One
Classificação 16 anos
Gênero Ação/Suspense/Pitadas de Terror
Descrição Na pele de Jesse Faden, você tem de conter um incidente num complexo do governo, enfrentando seres sobrenaturais e soldados usando habilidades de telecinese e uma pistola.
Online Não
Idiomas Inglês, com menus e legendas em português
Configurações do PC GPU: GeForce RTX 2070
CPU: Intel(R) Core(TM) i7-4770K CPU @ 3.50GHz
Memória: 16 GB RAM
Resolução atual: 1920 x 1080, 60Hz
Control - PC Screenshot com Ray Tracing ligado - GeForce RTX 2070 - Imagem 01

Control é um jogo de ação visceral em terceira pessoa offline, com forte apelo na narrativa e elementos de mundo aberto. Ao chegar no departamento, Jesse encontra diversas pessoas “suspensas”, onde você tem de conter um incidente, enquanto procura respostas. Em toda parte você pode encontrar papéis que dão mais detalhes sobre o que aconteceu (aqui o jogo bebe um pouco de temática de terror/suspense com Stranger Things) e encontra alguns grupos de pessoas que não foram afetadas pelo incidente.



Da parte gráfica o game é um show à parte, principalmente com o uso do Ray Tracing nos PCs. Efeitos de iluminação e reflexos, como estou com uma RTX 2070 o game roda com taxas entre 50 e 60 FPS em Full HD, e não tive problemas de performance graves quando a ação é mais intensa. Control também faz uso do DLSS (Deep-Learning Super-Sampling), que usa a inteligência artificial para melhorar a performance gráfica.

Dos confrontos, temos momentos incríveis nos combates, com uma pitada de desafio. Jesse pode usar uma pistola ou um poder de telecinese para arremessar objetos na direção dos inimigos. Cadeiras, mesas, caixas um pouco mais pesadas, muitos objetos do cenário podem ser utilizados. Se ela não tiver nada ao alcance, não tem problema: ela destrói parte do chão ou o concreto e usa um bloco pra arremessar nos oponentes!

Control - PC Screenshot com Ray Tracing ligado - GeForce RTX 2070 - Imagem 02

No início os confrontos são mais simples, mas depois a coisa complica, com oponentes mais poderosos, escudos e um inimigo explosivo que lembra um pouco um inimigo de Destiny que explode quando chega perto. Esses são mais perigosos, e se você não ter cautela, a vida abaixa e não é tão fácil recuperar: como os inimigos mortos deixam fragmentos azuis (que são usados para recuperação de energia) nem sempre você consegue ir até os fragmentos pra recuperar vida.

Os cenários são bem destrutíveis e tem momentos que são muito recompensadores, quando você consegue desviar de um tiro de bazuca usando a esquiva, e no puro reflexo. Você tem uma sensação de habilidade bem elevada, e os confrontos meio que ficam nivelados com o jogador.

Control - PC Screenshot com Ray Tracing ligado - GeForce RTX 2070 - Imagem 06

A progressão, apesar de ser meio linear, tem alguns elementos de “back-tracking” e metroidvania: como é um enorme complexo, diversos pontos são separados por níveis de acesso e você vai ativando checkpoints com viagem rápida, mas que não são tão usados pelo jogador.

Agora teve alguns elementos de progressão que achei complicados de lidar: o jogo tem um mapa pouco intuitivo e me perdia facilmente em alguns momentos de progressão: o mapa só mostrava melhor o local onde você tem de ir no checkpoint, mas até descobrir isso vai chão: acabava revisitando todas as salas de novo pra tentar localizar onde tinha de ir

O bom dessa revisita é que você acaba coletando algum colecionável/papel informativo da história, sempre interessante nos consoles pra coletar troféus/conquistas, mas que tem pouquíssimo apelo no PC no momento. Pelo jogo ser exclusivo da Epic Store neste momento, o aplicativo ainda é recente e não oferece tantos recursos extras.

Control - PC Screenshot com Ray Tracing ligado - GeForce RTX 2070 - Imagem 03

Obviamente em alguma salas os inimigos retornam, mas tem momentos que não queria enfrentar os grupos de inimigos novamente, principalmente se eu tivesse com pouco HP. Apesar deles darem estilhaços que dá pra usar internamente pra melhorar mods e equipamentos, o sistema de evolução de equipamentos tem pouco apelo, são um pouco confusos e até que dá pra avançar por boa parte do jogo sem isso.

O sistema interno de mods e melhorias só melhora em momentos avançados da progressão, já que com os upgrades de qualidade de mods (oferecendo opções mais poderosas) que reduzia um pouco a frustração de certos confrontos, já que a quantidade de energia da Jesse não acompanhava muito o poder letal dos inimigos, ficando um pouco desbalanceado.

Control - PC Screenshot com Ray Tracing ligado - GeForce RTX 2070 - Imagem 04 - Árvore de Habilidades

Ainda nessa parte de melhorias, o jogo também tem missões secundárias, que divido em 2 tipos: as acessíveis, que dão pontos de habilidade pra melhorar suas habilidades, e algumas bem difíceis e desafiadores, que aparecem de vez em quando e tem tempo limite. Só que essas últimas, dependendo de como está a personagem e o ponto da progressão, se tornam bem frustrantes: se a área for menor, se os inimigos tiverem muita vida, é uma surra. E elas nem sempre dão recompensas interessantes ao completar a missão (em uma delas, por exemplo, só deu um mod dropado de um inimigo mais poderoso)

Se tivesse, por exemplo, uma recompensa realmente boa e mostrasse isso na tela (por exemplo um mod realmente potente que poderia deixar o jogo mais fácil) talvez teria mais incentivos pra sair tentando e pausando a progressão. E também tem algumas missões secundárias e locais praticamente impossíveis de passar em certos momentos (por exemplo uma que tem um enorme vão) e só depois de conseguir uma nova habilidade de levitação que seria possível atravessar o local.

Control não é um game muito longo, levando em torno de 10 a 20 horas dependendo um pouco da habilidade do jogador, ou se ele vai sair coletando os colecionáveis. Como comentei acima: no PC o apelo de coletar as informações só é válido para quem quer saber de mais detalhes do incidente, e nesse ponto o game ajuda bastante por estar com legendas em português, além dos menus e descrições estarem em nosso idioma. Nos consoles o apelo é maior pros caçadores de troféus/conquistas.

Vale a compra?

Com o valor acessível do Control nos PCs (saindo por R$ 113,99) e se você tiver uma GeForce RTX, já consegue ter uma prévia do que veremos daqui pra frente em matéria de visual gráfico e da nova geração! Mas nos consoles atuais, o jogo tem problemas de performance em certos momentos, muitos jogadores estão reclamando da performance no PS4 normal (a Remedy já está ciente e está trabalhando em uma correção, mas deve demorar um pouco, pois eles são uma equipe pequena).

Provavelmente, por estarmos chegando no final de geração, e pelo jogo exigir demais dos consoles nos confrontos (por conta de ter muitos elementos de física na tela nos confrontos) acaba tendo problemas sérios de quedas de framerate.

Agora para quem curte jogos com uma pegada de terror (mas o game não é de dar tantos sustos, como acontece com Resident Evil) o jogo é recomendado, e a história vai ficando cada vez melhor e complexa.

Control - Imagem do jogo da Remedy