Na semana passada recebi do pessoal da Philips o primeiro hardware para análise no site! Um Home Theater HTS 7140/78, que, logo no primeiro dia, me surpreendeu. Quando a minha mãe me comunicou da chegada, a ansiedade pra chegar em casa do trabalho foi enorme e a surpresa idem, quando vi uma caixa enorme com o equipamento. A minha ideia inicial de um Home Theater é um aparelho semelhante a um DVD com 5 caixas e cheios de fios, pra espalhar pelo local. Quando vi apenas uma Soundbar e um amplificador Subwoofer eu fiquei surpreso. A ideia da Philips é ter um sistema Ambisound para um som surround superior com menos caixas acústicas.

Depois do impacto inicial e de escolher um local para deixar ele (o único local que encontrei foi o da foto acima, na frente do monitor), foi a vez da instalação. Mas antes de continuar, citarei as principais especificações do Home:



Formatos de compactação DivX Ultra, MPEG1, MPEG2, AVCHD, avi, MKV, MPEG4, WMV, XviD.
Conexões frontais / laterais MP3 link, Hi-Speed USB.
Conexões traseiras Entrada AUX, Entrada digital coaxial, Saída de vídeo componente, Saída Vídeo Composto (CVBS), Conector de base, Ethernet, Antena FM, Saída HDMI 1.4 (ARC), Entrada digital óptica, Saída do subwoofer.
Recursos de áudio Amplificador Digital Classe “D”, Dolby Virtual Speaker, Modo noturno.
Sistema de áudio Ambisound, Dolby Digital, DTS, Dolby Prologic II, Dolby TrueHD.
Preço R$ 2599,00

Também veio um cabo HDMI, um de Radio FM, um cabo coaxial e o de energia clássico. No site oficial tem mais detalhes.

A ideia principal seria ligar o Home no Playstation 3, para jogar e ver filmes pelo console e usar o Home como sistema principal de som. Nem tinha percebido inicialmente que o Home também tem a opção de ler discos, tanto de Blu-Ray quanto das outras mídias tradicionais. Depois de uma instalação relativamente simples (com a ajuda de um manual visual tendo apenas ilustrações) eu tentei ligar o cabo HDMI do videogame para o Home diretamente. Aqui o PS3 não reconheceu o equipamento, por mais que eu tentasse diversas configurações diferentes de som. Até teve uma hora que o console deu um aviso parecido com este: “Cuidado com a escolha de frequência. Pode danificar os alto-falantes”. Depois dessa desisti de usar o cabo e voltei a atenção para a tarefa de ligar o Home sem um videogame.

No manual, as outras opções para conectar são: um cabo de vídeo componente (de 5 cores) ou um de vídeo composto. O cabo de vídeo-componente que eu tenho estava no PS3, e uma das pontas era compatível apenas com o videogame, impossibilitando de ligar diretamente. Então tentei usar um cabo clássico, com os 3 pinos (com os cabos vermelho/amerelo/branco) e finalmente consegui acessar as configurações.

Mas porquê comentar desses cabos sendo que você tem um cabo HDMI? Simples: eu ainda tenho uma TV comum. Tela plana, com 2 entradas de áudio/vídeo: uma normal e outra com o vídeo-componente. Uma TV de baixa definição, ou os 480p para quem é mais versado no assunto. Sei que é uma perda enorme do potencial do Home Theater ao usar na TV comum (por ele ter também um Blur-Ray player) mas tenho de me virar com o que eu tenho!

Das opções, a primeira que apareceu foi a do Ambisound, definindo a distância que a Soundbar está das paredes e do chão, e da sua posição onde o espectador vai ficar no ambiente. Uma configuração inédita pra mim, que nunca tive contato nenhum com equipamentos semelhantes, por terem preços relativamente caros e por optar por ter um videogame inicialmente. Depois dessa configuração inicial, iniciou um browser com várias opções: Inserir disco, Acessar USB (por exemplo: espetar um pendrive que tenha conteúdo multimídia), Acessar Ipod, Acessar Net TV, Configurar e Manual do Usuário. Além dessas opções, o manual também cita que você pode mudar a fonte de som e definir os tipos de sons, de acordo com configurações pré-determinadas.

Com alguns Blu-rays em casa, decidi inserir um e finalmente pude ouvir a potência do aparelho. Na hora não tinha ainda a noção de que o subwoofer estava trazendo a sensação do cinema. Não assisti um filme todo, mas já deu pra ver uma diferença enorme contra o sistema clássico da TV comum, que apenas faz o básico. Mas ainda tinha um problema: o Playstation 3. Sem cabo HDMI por conta de alguma limitação do videogame, o manual citava 3 opções para conectar com outros dispositivos: conectar usando cabos analógicos de áudio e vídeo (descrito acima), cabo coaxial e o cabo óptico. Esse último foi confirmado pelo Heliezer, pois o PS3 tem essa entrada e pelo que verifiquei depois, tem esta opção de saída de som numa configuração interna na dashboard do PS3. No dia seguinte adquiri um cabo, e aí consegui, finalmente, conectar o console com o Home. Nesse ponto que iniciou de verdade os testes, começando pelo game mais avançado na parte técnica da atualidade: Battlefield 3!

Mas antes de começar o Battlefeld, joguei o Outland, game 2D da Ubisoft com o protagonista podendo trocar de cor e enfrentar inimigos. O som até que causou um impacto inicial considerável, mas constatei que: o game tem apenas 2 tipos de música de fundo e mesmo ter percebido uma separação de sons com os efeitos sonoros, era apenas o básico.

Já o Battefield 3 a situação foi outra: uma guerra insana entre 4 paredes. Antes eu nem ligava tanto pro multiplayer, mas depois, durante as poucas horas que joguei neste modo com o sistema de som Dolby Digital eu tive de pagar a própria língua. O multiplayer é muito bom, viciante, relativamente equilibrado e com o melhor sistema de destruição de cenários que já vi num game do gênero. Aliado ao som limpo dos tiros em contraste com as explosões constantes ao longe, parece outro game. Dá pra entender porquê a DICE caprichou neste modo, comparado com o single-player que poucos curtiram (eu achei mais ou menos). O subwoofer fez um trabalho excepcional, dando a sensação de que eu estava realmente no campo de batalha com as explosões e a sensação de “tremedeira” com as explosões de longe e com elas de perto, acentuando o barulho.

Depois de vários testes com o Battlefield, decidi testar o Shift 2 Unleashed. Devia ter alugado também o Gran Turismo 5, mas não encontrei na locadora disponível. No começo, tive alguns problemas no Shift: durante 2 cinematics com um piloto falando, eu não escutava ele dizendo nada. O som parecia que não chegava, apesar de não ter percebido nada errado ao jogar o game normalmente numa corrida. Teve o mesmo problema com o Mass Effect 2, por ser um game europeu. Cheguei a ler um relato sobre possíveis problemas entre o cabo óptico e games desta região. No Mass Effect 2 também não tinha sons dos personagens na primeira cinematic do game (com a Miranda e o Ilusive Man) com a configuração padrão. Cheguei a trocar, no PS3, para DTS, o concorrente do Dolby Digital. Deu o mesmo problema. Depois de refazer as configurações eu consegui acertar o som e ficou normalizado. Foi o que o Giusepe comentou no Twitter: é tudo questão de calibrar o Home Theather.

Com os diversos testes, fui descobrindo que muitos games não foram muito bem implementados para o sistema de Dolby Surround. O Splinter Cell HD, por exemplo, tem problemas durante as animações em CG (pré-gravadas da versão pra PC), mas no game estava normal. A demonstração do Dungeons and Dragons: Daggerdale não tinha sons direito e nem uma trilha sonora decente, mas acho que isso é do próprio game. O Modern Warfare 3 também impressiona, mas o sistema de som do Battlefield 3 é muito superior.

Disposição dos alto-falantes na Soundbar

Fugindo um pouco dos games, quanto a conexão com a internet, por eu ter uma rede já configurada aqui em casa, logo quando eu pluguei um cabo de rede o browser do Home já avisou que existem atualizações disponíveis para download. Também testei alguns vídeos com legendas. No primeiro teste, antes de atualizar o firmware do Home e trocar algumas opções internas, a acentuação das legendas não funcionou com um dos vídeos. Depois, funcionou normalmente. Para quem gosta bastante de séries é até uma opção interessante para assistir com legendas. Só que, diferente do VLC no computador, no Home eu tive de acionar a legenda manualmente pelos menus.

Quanto a Net TV, aparecem diversas opções de aplicativos, como o Picasa, Vimeo, Youtube e um browser simples para navegar pela internet. No Youtube eu consegui assistir um vídeo sem travamentos ou lag, algo raro de acontecer no meu computador xing-ling.  Difícil mesmo foi navegar pelo aplicativo com o controle remoto. Eu não consegui, por exemplo, abrir a página do dono do canal de um vídeo. Quanto ao browser eu tentei abrir o Select Game e não carregava os vídeos do Youtube, mostrando apenas os posts e imagens. Nesse ponto o PC ainda é melhor para navegação.

Ter um Home Theater potente é ter outra experiência com videogames. Hoje a maioria dos games vem com o Dolby Digital, trazendo qualidade máxima de som para os games. Também fui descobrindo as deficiências com alguns jogos que não tiveram isso tão implementado e que tem diferenças entre o gameplay interno e as animações. Por nunca ter tido contato anterior com um equipamento assim, é praticamente uma experiência inédita, apreciando os games mais próximo possível da qualidade atual. Queria ter uma TV FullHD pra poder usar o HDMI, esse sim que traz mais qualidade que o cabo óptico. Só achei o preço salgado: no site oficial da Philips o Home está por R$2599 reais e até o momento só encontrei o aparelho no Mercado Livre.

Mais fotos:







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