Lançado no começo deste ano, a premissa de Jump Force, na teoria, seria sensacional: juntar alguns dos principais protagonistas de animes japoneses trabalhando juntos contra um inimigo que quer destruir todos os mundos dos animes. Luffy, Naruto e Goku no comando, junto com outros personagens, totalizando 16 franquias diferentes.

Goku, Vegeta, Yusuke Urameshi (Yu Yu Hakusho), Jotaro (de JoJo), Seiya (de Cavaleiros do Zodíaco), Asta (Black Clover), Gon, Killua e Hisoka (Hunter vs Hunter) e até mesmo o Kenshin (de Samurai X) estão presentes, com uma quantidade enorme de personagens jogáveis.

Na teoria, seria muito bacana, na prática, nem tanto, por conta de diversos problemas. Saiba mais em nossa análise.



Produção Bandai Namco
Desenvolvimento Spike Chunsoft
Lançamento 15/02/2019
Plataformas PS4, Xbox One, PC
Classificação 12 Anos
Gênero Luta
Descrição Novo jogo de luta/arena da Bandai Namco, onde os principais personagens dos animes enfrentam um inimigo poderoso e tem de salvar todos os mundos/universos.
Online Sim
Idiomas Português (legendas, menus, descrições de itens)
Configurações do PC GPU: GeForce GTX 2070
CPU: Intel(R) Core(TM) i7-4770K CPU @ 3.50GHz
Memória: 16 GB RAM
Resolução atual: 1920 x 1080, 60Hz
Progressão Campanha completada e muitas missões secundárias completadas. Online testado com algumas partidas.
Jump Force - Goku

Como citado anteriormente, Jump Force traz os protagonistas de diversos animes, tendo de enfrentar um inimigo em comum. Tudo começa em Nova York, quando você, uma pessoa comum, acaba ficando no meio do fogo cruzado entre os protagonistas e Freeza, que invadiu a cidade através de um portal. Você quase morre, mas é salvo por um “Cubo Umbras”, que adicionou poderes a você.

A partir daqui você customiza o seu personagem (como sexo, cor de cabelo e roupas) e acaba indo para uma espécie de “Base Jump”, onde você irá permanecer por boa parte da progressão. Será aqui onde você terá acesso aos principais personagens, e durante as missões você irá para arenas, enfrentando os inimigos em combates frenéticos.

Jump Force - Luffy

A parte interessante de Jump Force, de certa forma, são os confrontos e a parte visual dos embates entre você e os oponentes. Você forma grupos com até 3 personagens (quase sempre você e mais 2 aliados famosos) e enfrenta desde inimigos genéricos a outros vilões dos animes, como o próprio Freeza, Toguro (de Yu Yu Hakusho), etc. O principal vilão é Kane, que quer destruir os “mundos Jump” (no caso as terras natais/universos dos protagonistas, como Luffy e Goku), e não medirá esforços para cumprir os seus objetivos.

Nos confrontos, temos combates frenéticos e com muita ação, onde você consegue customizar e escolher os poderes do seu personagem, ou controla outro personagem de anime, com habilidades especiais e temáticas. Goku com o seu Kamehameha e a Genkidama, Luffy com os golpes da fruta do diabo, Naruto com o Ransegan, e na hora que você executa os golpes, é gerado um efeito gráfico incrível da sequência, que incluem também animações não interativas, como se você estivesse mesmo assistindo um anime!

Jump Force - Kamehameha

No PC, por ter jogado com 2 placas de vídeo diferentes (no caso a GTX 1080, e a RTX 2070) o game não perde framerate nas lutas em momento algum. O visual nos confrontos é incrível e flui muito bem, com visual de cair o queixo nos combates.

Mas o mesmo não dá pra dizer, por exemplo, das animações entre as conversas do modo de história. Aqui, apesar dos personagens terem sido bem modelados e terem ficado bem próximos dos animes, a animação deles conversando é sofrível. Eles mal se mexem direito, são muito robóticos e acaba decepcionando bastante. Pelo menos na dublagem chamaram os dubladores famosos dos animes, onde você consegue identificar. O One Piece e do Asta (de Black Clover) que acabam sendo mais fáceis de perceber a dublagem, por estarem recebendo episódios recentemente.

Jump Force - Rukia

Outro problema do jogo fica justamente na sua progressão, com relação ao sistema de evolução dos personagens, e de não ter incentivos, por exemplo, pra você cumprir as missões secundárias. Apesar de ter muitas missões secundárias (separadas por diversos tipos) não há apelo algum em cumprir elas, exceto se você for atrás de troféus/conquistas. Ele até dá algumas recompensas, como habilidades de outros personagens, mas o que você mesmo precisa, que são os itens de upgrades, são escassos. Então você praticamente não evolui suas habilidades e não consegue nem farmar direito as tais “Energias Coloridas” (Energia Vermelha/Azul), que são requisitos para você melhorar alguma habilidade.

Com isso, apenas senti falta disso nos trechos finais de história, onde o jogo estava meio desbalanceado, onde sentia que tinha um personagem mais fraco para desferir golpes contra os oponentes. O jogo até tem um sistema de níveis de experiência similares aos jogos de RPG, mas você apenas percebe que ficou mais forte quando você decide, por exemplo, sair realizando missões secundárias de níveis mais baixo de dificuldade em momentos mais avançados. Até que dá pra você avançar sem problemas na progressão, mas no chefão final do game, a primeira parte da luta era tão desbalanceada que eu praticamente fui upando o personagem de nível ao perder seguidamente (já que um dos ataques removia metade de sua energia).

Jump Force - Escolha dos Personagens

E apesar do Jump Force ter uma opção de usar itens com melhorias temporárias nos confrontos (como ter 15% a mais de ataque), era apenas na primeira tentativa da luta. Ao recomeçar o confronto (com uma revanche) não conseguiria usar novamente sem ter de passar por um longo trecho de história sem poder pular, e se transformou no trecho mais frustrante do jogo (e um dos mais frustrantes deste ano nos jogos).

Vale a compra?

Jump Force só vale a compra caso o game entre em promoção nas plataformas digitais, e com uma promoção bem generosa. Apesar dos combates serem interessantes e terem um visual incrível das habilidades, e de termos muitas referências dos animes nas falas de personagens, o game peca na história (que é confusa) e nas animações dos personagens, que são ruins.

A progressão também é mal executada, se escondendo em muitas telas de carregamento entre um combate e outro, já que você escolhe uma missão, sai da base e vai para uma arena específica. Mas como joguei no PC, esse problema de loading não foi tão complicado, mas nos consoles tiveram muitas críticas nos primeiros dias de lançamento. A Bandai corrigiu os problemas.

Não vale os R$ 200 de preço cheio (no PC) ou os R$ 250 no Xbox One e no PS4.

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