Dos mesmos desenvolvedores de Until Dawn, The Dark Pictures: Man of Medan foi lançado em agosto pela Bandai Namco, com uma premissa bem interessante no gênero de terror e ao mesmo tempo cinematográfica. Com atores conhecidos e um visual de cair o queixo, o jogo traz bastante imersão e muitos finais diferentes, com uma narrativa que vai mudando de acordo com as suas ações.

Basicamente a premissa de Heavy Rain e de jogos como Mass Effect, onde o jogador escolhe uma opção de várias nos diálogos, junto com momentos de “quick-time events”. Saiba mais em nossa análise!

Ficha Técnica
Produção Bandai Namco
Desenvolvimento Supermassive Games
Lançamento 29 de agosto de 2019
Plataformas PlayStation 4, PC, Xbox One
Classificação 16 anos
Gênero Ação/Suspense/Terror
Descrição Com temática de terror, o jogador participa de uma história de 5 pessoas que decidem fazer um mergulho em alto mar, mas acabam parando em um navio fantasma. Você define, durante a progressão, os rumos da história ao tomar decisões (com vários finais diferentes).
Online Sim
Idiomas Inglês, com menus e legendas em português
Configurações do PC GPU: GeForce RTX 2070
Placa Mãe:
Gygabyte ASUS B85M-E/BR
CPU: Intel(R) Core(TM) i7-4770K CPU @ 3.50GHz
Memória: 16 GB RAM
Resolução atual: 1920 x 1080, 60Hz
Man of Medan KeyArt 01

Em Man of Medan (primeiro jogo de uma série, que terá outro game em 2020) temos um grupo de pessoas que decidem fazer um mergulho no mar, cada um com personalidades distintas. Alex, um dos líderes, vai usar a viagem pra pedir a noiva Julia em casamento, usando o barco de Fliss.



O irmão de Alex (Brad) vai junto, além de Conrad, que entrou com o financiamento da viagem (por ser rico), este último atuado por Shawn Ashmore (ator que também protagonizou o Quantum Break, jogo da Remedy lançado no Xbox One e PC).

Claro que antes dessa parte tem um trecho rápido de décadas atrás com um navio misterioso que carregava uma substância misteriosa que começa a vazar, gerando um caos enorme entre os tripulantes.

Man of Medan - PC Screenshot Full HD 04

É difícil fazer essa análise sem citar tantos spoilers da história, mas basicamente o grupo liderado por Alex e Conrad decidiram fazer um mergulho, mas encontraram pistas dessa embarcação. Uma hora eles acabam chegando nesse navio (um navio fantasma), e é aqui que as coisas complicam, e que tem a melhor parte do jogo, com muitos elementos de terror, tensão e suspense.

Com isso temos a questão das decisões, que influenciam diretamente nos acontecimentos futuros. Uma única escolha pode definir se um personagem vive ou morre, e é um acontecimento permanente na progressão, já que se você tenta retornar depois pro menu, você já terá essa decisão escolhida.

São 3 tipos de escolhas de decisões: a de perguntas, com 3 opções (uma de ficar em silêncio e mais 2, com estilos de personalidades distintos), um de “calma” (quase um jogo rítmico, mostrando os batimentos cardíacos) e os eventos de quick time. A de perguntas define um pouco as relações entre os personagens e é usada praticamente o tempo todo, só deixando de lado um pouco nos trechos finais da história.

Man of Medan - PC Screenshot Full HD 03

Já os quick-time events são um pouco punitivos e os comandos aparecem tão rápido na tela que se você errar, dependendo da situação, a treta encerra ali. Um ponto da história por exemplo, teve um “não retorno” que certamente mudaria o final da história por conta de um erro de jogabilidade por minha parte, que no PC pode ser complicado pra quem não joga tanto no computador.

Explico: durante as minhas sessões de jogo eu usei o teclado e um controle do Xbox para PC, por mais que o jogo mostra certinho os comandos e as cores dos botões, diversas vezes eu acabava errando qual o botão que eu deveria apertar, e numa situação crítica acabava sendo a ruína da progressão, já que, por ter salvamento automático, eu teria de recomeçar a história inteira novamente. Talvez conseguiria impedir isso com a cópia de saves, mas é um processo relativamente complicado.

Nesse ponto seria interessante se o jogo tivesse, por exemplo, 2 recursos após o jogador terminar a história 1 vez: acelerar a transição de cenas (que normalmente tem em outros jogos) e escolha de capítulos, para “retornar” um capítulo específico de sua progressão atual, similar a um log de progressão.

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Man of Medan tem alguns recursos extras que aumentam o fator replay: o “modo de curador”, e o modo online. O primeiro, que recomendo fazer após terminar a experiência cinematográfica, consiste de refazer a história com outra perspectiva, trazendo pontos de vista diferentes dos protagonistas, além da opção de você escolher outras decisões.

Do co-op, o jogador pode chamar um amigo e fazer a história juntos, mas teria de fazer desde o início.

Só que na questão de co-op, teria de chamar um amigo da sua lista, pois não tem um match-making com pessoas aleatórias ou baseado em proximidade de IP, o que seria uma experiência bem interessante para quem não tem tantos amigos que tenham o jogo (já que esse é bem de nicho).

A progressão inicial é curta, levando em torno de 5 a 6 horas pra completar a história cinematográfica. Depois o jogador pode fazer outras testando outras decisões ou mesmo coletar segredos e memorandos espalhados pelo navio, com muitas informações extras do que aconteceu.

Man of Medan - PC Screenshot Full HD 01

Da parte técnica, no PC o visual impressiona e traz bastante imersão, com os personagens muito bem modelados e os cenários/iluminação soberbos. Joguei na GeForce RTX 2070 e não tive problemas de performance. Só tive problemas para fazer uma livestream com câmera usando o Shadowplay, que teve queda de framerate na câmera.

Vale a compra?

Para quem curte jogos de terror e curtiu o Until Dawn (ou outros jogos relacionados) The Dark Pictures: Man of Medan é recomendado, principalmente para quem curte testar decisões durante a progressão. O jogo tem um preço mais acessível (saindo entre R$ 129,90 e R$ 160) e tem uma pegada um pouco próxima dos jogos da franquia Resident Evil na exploração, com os cenários estáticos e as câmeras fixas.

Só achei a movimentação meio esquisita e travada dos personagens, que lembra um pouco os primeiros jogos de survival horror da Capcom, que tem de rotacionar a posição dos personagens pra assim começar a andar na direção desejada. O jogo também veio com um trailer da sequência (Little Hope), que terá uma nova história.

Só acho que a jogabilidade nos quick time events poderia ser melhor, e não falhar nos momentos de calma quando tinha 2 quadrinhos em sequência para apertar rapidamente. Dependendo do ponto que você falha muda totalmente o desenrolar do restante da cena e, dependendo da situação, muda também o destino de algum personagem.