batman arkham city

99% dos jogadores  sentiram essa sensação ao jogar Batman Arkham City. Arkham Asylum já tinha o feito, mas em seu sucessor esse feeling de ser o detetive mais irado (segura essa Sherlock Holmes) de todos os tempos foi confirmado e repetido em Arkham City. Sim, repetiu vários elementos que fizeram sucesso no jogo anterior, mas realmente isso o torna mediano?

Depois das tretas ocorridas no Asilo do tio Arkham, o seu diretor Quincy Sharp, ganha crédito por ter acabado com a festa do Coringa e candidata-se vira o prefeito da amada Gotham City. Em um ato de insanidade (ou não), ele resolver isolar um parte da cidade e transformar-la em uma mega prisão. Então temos os prisoneiros mais roots da prisão de Blackgate e os loucos de pedra do Asilo Arkham concentrados em um bairro, assim nasce a Cidade Arkham. Lindo não? Batema que não é bobo faz uma conferência com direito a jornalistas e tudo mais em frente aos portões da cidade como Bruce Wayne, alegando ser contra essa algazarra e manjar de política. O problema é que Sharp era só um peão, o cabeça de tudo pertence ao segundo escalão dos vilões do Morcegão: o psicologo Hugo Strange. Que por sinal sabe que o Morcegoman é o playboy zilionário, Bruce Wayne. Aí já viu né? Um tumulto é causado e Hugo consegue capturar Wayne e coloca-o em Arkham City.



Depois de escapar, Wayne liga para o Bat-Delivery  Alfred que manda seu ba-traje. A partir daí, nosso herói tem que descobrir qual a treta da vez e impedir que Arkham City continue funcionando. No começo a história é bem simples, mas de acordo com as descobertas sobre o Protocolo 10 e as ambições de Hugo Strange, o jogo engata e não decepciona. Vale lembrar que ele, o palhaço, o joker, o bobo, o Coringa está de volta e tem uma forte participação no desenrolar do enredo. Ele come a tia do Batema

O crème de la crème são as missões secundárias, onde temos uma verdadeira salada de frutas de vilões, além daqueles mencionados na história principal. Tem algumas que não são grandes coisa como o encontro com o Chapeleiro Maluco e o confronto com o Pistoleiro, mas mesmo assim vale de só ter esses caras marcando presença. Como são muitos vilões fica difícil focar em todos, então alguns perdem o glamour depois de um tempo como o Pinguim ou apenas aparecem só para aumentar a lista, Killer Croc é um exemplo.

A relação entre o Batman e a cidade-prisão, lembra um pouco de Bioshock. Lá o personagem principal não era o jogador, mas sim a cidade de Rapture. Em Arkham City, a cidade em si e os vilões são o que recebem mais crédito e são mais aprofundados que o próprio Batman. Até os capangas tem mais personalidade e falas interessantes que o Batman. O pior de tudo foi forçar o romance dele com a Talia al Ghul, semelhante ao que foi visto no filme do Thor. Sim, estou ciente que nos quadrinhos o querido Morcegoman teve um filho com a Talia e tudo mais. O problema é que no jogo não funcionou, o coitado parecia um robô, não mostrava afeição nem nada, nem o dublador conseguiu ajeitar. Até a relação entre a Arlequina com o Coringa estava mais explorada que esse affair do Batema.

Referências sobre o universo não faltam, tem até a presença do menino pródigio Robin, aquele viadinho. Para completar a festa só faltou a tia do Batman.

Temos um espaço bem mais amplo que Arkham Asylum e para facilitar a locomoção o uso do gancho e da bat-planada foram aprimorados. Ficou mais fácil voar por Arkham City apenas planando e utilizando o gancho quando chega em baixas altitudes.Você começa com os mesmo apetrechos de Asylum e durante o jogo acaba ganhando mais, seja pela história principal ou completando missões secundárias. Aqui possuem mais importância, você acaba usando em praticamente toda fase, ou quando vai solucionar uma charada. É tanta parafernália para pouco bat-cinto, só faltou o Bat-escudo.

batman arkham cityO sistema de combate, que já era sensacional ficou melhor ainda. Ficou mais fluído, aumentaram o número de animações e tudo parece mais ‘combinado’. Arrisco dizer que o combate é perfeito, tudo funciona do jeito certo, só demora um pouco para ficar mestre na arte ninja de meter porrada. Os comandos rápidos para os Gadgets também funcionam bem, permitindo usá-los durante o combate.

O visual gótico de sempre voltou, antes só limitava-se a ambientes fechados, agora temos uma cidade suja, cheia de bandidos e caindo aos pedaços. Não é um bom lugar para morar, mas tem o seu charme. As proporções também ficaram ótimas, quando você anda a pé dá para sentir a profundidade das ruas e dos prédios.

A dublagem como sempre também rouba a cena, na verdade quem rouba a cena é o Luke Skywalker Mark Hammil, na minha opinião um dos melhores Coringas de todos os tempos, perdendo para o grande Cesar Homero e Heath Ledger. Um destaque importante vai para o pau-de-toda-obra Nolan North que empresta sua voz para o Pinguim. Infelizmente era um personagem com potencial, mas ele se perde com o enredo e fica por isso mesmo. Outro destaque vai para os capangas. Quando estamos sobrevoando Arkham City ou quando estamos dentro dos edifícios, é possível escutar os guardas/capangas conversando. Na maioria das vezes falam sobre algo que acabou de acontecer no enredo. Até mesmo quando o jogo acaba você escuta eles batendo aquele papo cabeça. Várias vezes fiquei parado para escutar do que eles estavam falando.

batman arkham cityTalvez o o vilão que mais tinha potencial mas na verdade sua participação foi fraca foi o Charada. Ok, temos milhares de colecionáveis/charadas espalhadas por Arkham City (400 para ser exato) e para por aí, o único contato com ele é por vídeo, durante algumas charadas e por comunicação via rádio. Nem todo mundo tem a paciência de ir atrás de 400 colecionáveis, se pelo menos tivesse uma luta contra ele como recompensa. Nem isso, só força o jogador a ficar mais tempo jogando para justificar o tempo que os Developers trabalharam no projeto.

Dois vilões merecem destaque: Zsaaz e Ra’s Al Ghul. O primeiro por mostrar um passado perturbador de um personagem praticamente ignorável no universo do Morcegoman, ele deu as caras no começo de Arkham Asylum e ficou só por ali. Ele contando sobre o Pinguim e sobre sua vida é realmente chocante. Já o Ra as Ghul por também ser esquecido, não tanto mas ele não é um vilão mainstream. O seu papel na trama principal é surpreedente, além de ter momentos que lembram de leve as incríveis fases do Espantalho em Asylum. Bons tempos.

Batman Arkham Asylum chegou tão de surpresa e foi tão bom que a Rocksteady sentiu-se a obrigação de fazer uma sequência. Não precisava, a história acabava e terminava ali, fomos apresentados a uma persona do Batman meio inexplorada nos quadrinhos e trouxe um novo público para o herói da DC. Trouxe a mesma fórmula e ainda adicionou mais alguns ingredientes, precisávamos desses ingredientes? Não. Já que mesmo assim recebemos,vamos reclamar de quê?

Ainda tem conteúdo para ser explorado do universo Batman? Sim. Mas agora é bom parar por aqui. É pelo bem de todos.







Apoie o Select Game pela tag da Epic Store


Se você curte o Fortnite, gostou deste artigo e/ou usa a Epic Store, apoie a gente, para continuarmos com o nosso trabalho! Use a tag RODRIGOFGLIMA dentro do Fortnite ou na loja da Epic Store.

Apoie um criador Select Game