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Call of Duty: WWII – Retorno às origens com campanha regular e multiplayer | Análise

Call of Duty WWII - Topo

A franquia Call of Duty deu uma nova guinada este ano com o novo jogo da série. Após diversas versões futuristas, com campanhas irregulares e uma campanha mais decente com o Infinite Warfare, a comunidade clamava um retorno as origens, algo que foi mostrado ano passado pela comunidade, não da maneira que a Activision gostaria, onde os jogadores aclamaram o concorrente Battlefield 1, que veio focado na Primeira Guerra Mundial. O remaster de Modern Warfare 4 certamente ajudou nas vendas do Infinite Warfare, mas ainda assim muitos jogadores deixaram passar, mesmo com altas vendagens do jogo, e esperaram um novo ano, com um novo anúncio. Então veio o WWII, acendendo o hype novamente na comunidade, agora com a Sledgehammer como desenvolvedora.

O jogo chegou com bastante expectativa, mas com alguns problemas no começo, que foram resolvidos depois. Continuando também com o famoso modo de zumbis, tivemos também um modo de jogo exclusivo no multiplayer. Saiba mais em nossa análise!

Ficha Técnica
Produção Activision
Desenvolvimento Sledgehammer Games
Lançamento 03/11/2017
Plataformas PS4, Xbox One, PC
Classificação 18 anos (Brasil)/ Mature (EUA)
Gênero FPS/Ação
Descrição Novo jogo da série consagrada da Activision, retornando a Segunda Guerra Mundial e oferecendo um novo modo de jogo no multiplayer (além dos modos de jogo conhecidos), uma campanha single-player e modo zumbis.
Online Sim
Progressão Campanha completa na dificuldade normal e algumas partidas do multiplayer. Em torno de 15 horas jogadas até o momento.
Aquisição/Versão testada PlayStation 4, com cópia fornecida pela Activision

Call of Duty WWII - Chegando na Guerra

Retorno às raízes. E não apenas na campanha ou na parte visual. Call of Duty: WWII eliminou uma mecânica que ficou famosa na série e que foi adaptada em diversos concorrentes (como o Destiny): a questão da recuperação automática de vida. Aqui agora o jogador depende de kits médicos, que são entregues de vez em quando por um dos companheiros do esquadrão, ou você os encontra no campo de batalha. Até que na dificuldade normal, com a adição desta mecânica, o jogador fica com mais cautela quando a situação aperta, se protegendo dos tiros dos inimigos ou tentando avançar de maneira mais efetiva em missões mais críticas, mas foi raros os momentos que realmente fiquei sem kits.

Junto a isso, o jogo tentou diminuir um pouco a questão do “mundo de munições” que o jogador tinha na progressão. Com munição mais escassa, o jogador acaba tendo de usar outras armas deixadas pelos inimigos, com estilos bem diferentes e armas mais fáceis de usar e menos fáceis de usar. As carabinas são realistas, mas sempre não curtia usar por conta de ser apenas tiros individuais (sempre prefiro algo no estilo de “fuzil automático” nos FPSs), e com relação a munição, de vez em quando você poderia conseguir mais com outro companheiro de esquadrão, contando que o jogador tenha efetividade no campo de batalha, enchendo um medidor mostrado na interface do jogo. Esse sistema é usado também pros kits médicos, mas não precisei usar tantas vezes na dificuldade que joguei (mas acredito que no Veterano a situação aperta!).

Ainda sobre a campanha, temos um enredo regular, que chega a pegar referências em filmes como “O Resgate do Soldado Ryan” (por exemplo na Invasão da Normandia no início da campanha) e o Band of Brothers, com uma pegada de camaradagem entre os companheiros e atritos entre os superiores. Mas a campanha não é tão excepcional quanto os jogos anteriores e traz muito mais o avanço das tropas ocidentais na Europa, com fases com algumas passagens de tempo e missões bem diversas, em cidades, florestas e bases nazistas com fases relativamente lineares. Algumas fases foram bem marcantes, como as que rolaram na noite de Paris, com uma delas com bastante furtividade na primeira etapa, mas não vou comentar muito por conta de spoilers. Mas um elemento que eles conseguiram deixar com bastante fidelidade é na sensação de guerra, que foi usado no Battlefield 1: explosões que parece que aconteceram ao seu lado, tiros com sons realistas e a dublagem do jogo conseguem dar uma boa imersão ao jogador: se ele tiver um sistema potente de som ele consegue “derrubar as paredes da casa” facilmente!

Call of Duty - WWII - Imagem do Jogo

Há quem diga que a campanha é curta e dá pra fechar em menos de 6 horas. Essa questão depende de cada jogador, da dificuldade que ele escolhe e tudo mais: a sensação de tempo que eu precisei foi maior do que essas 6 horas e a quantidade de fases foi bem maior do que eu esperava, pois achava que, como eu tinha lido anteriormente sobre a duração da campanha, seriam só aquelas 6 missões que estavam sendo exibidas no menu linear. Tem mais missões do que as exibidas inicialmente, e mesmo com algumas tendo durações relativamente curtas (de 40 minutos a 1 hora) tudo depende da habilidade do jogador e da dificuldade.

Do multiplayer, temos os modos de jogo normais que sempre tem gente: o mata-mata em equipe clássico, Dominação, e os modos de jogo que tem nos diversos jogos da série. A novidade aqui é no modo Guerra, que traz um estilo de “campanha” ao multiplayer, com um grupo tentando avançar com 3 tanques, enquanto que o outro grupo tenta impedir, construindo portas em diversos locais que tem spots de combustíveis para os veículos, ou tentando impedir que os tanques cheguem no objetivo. Se um deles consegue, aí a ação fica mais localizada e visceral. Na partida seguinte tem a troca de lado, e esse modo de jogo pode sugerir um novo estilo de jogo em futuros jogos da série, caso tenhamos mais abordagens diferenciadas.

Além disso, Call of Duty: WWII trouxe um “hub” similar ao Destiny 2 com o “Quartel General”, com uma base onde o jogador pode assistir vídeos diversos da campanha e pegar missões diárias com os oficiais. Até que é curioso ter esse sistema pra fazer algumas coisas entre uma partida e outra, além de ser o local onde o jogador pode receber carregamentos diversos com itens cosméticos. Perto do lançamento a Activision chegou a desativar algumas coisas por conta da altíssima quantidade de jogadores nos primeiros dias, e depois essa parte foi normalizada.

COD WWII - Screen

Agora o único elemento que me decepcionou foi o matchmaking aleatório do modo zumbis. Sério: enquanto que boa parte dos jogos tem um modelo que funciona, mesmo em locais e internet mais capenga (por exemplo no Overwatch e até mesmo no Destiny 2, que consigo grupos até em atividades ortodoxas, como um modo de “personagens aleatórios” no FPS da Blizzard) no modo de zumbis eu só consegui fazer o prólogo. Não sei porquê diabos não funcionava, mas o jogo sempre mostrava que “tem 20 salas com potencial de partida”, mas não aparecia ninguém, e não conseguia parear com outros jogadores. O jeito seria tentar boosts em fóruns de discussão, redes sociais ou pelas comunidades do PS4 (por exemplo), mas é um modelo instável: por mais que eu tenha uma boa quantidade de amigos, ficar pedindo pra alguns deles que tenham o jogo pra “opa, me ajuda no modo de zumbis só pra eu ver como é” é uma situação delicada. Nos outros modos de jogo até é fácil parear com jogadores de diversos níveis, mas o modo de zumbis não teve tanto apelo. Ou talvez os jogadores queiram mais o mata mata clássico mesmo. O modo de jogo tem atores consagrados como personagens jogáveis, como o Ving Rhames e a Elodie Yung (a Elektra, da série do Demolidor do Netflix), mas não consegui encontrar ninguém. Quem for platinar o jogo vai passar por um pequeno aperto nesse modo de jogo.

Call of Duty: WWII é um bom retorno às raízes, mas este final de ano está sendo particularmente cruel com os jogadores, por ter muitos lançamentos de peso. O jogo é recomendado pra quem tem amigos que irão jogar bastante o multiplayer (ou mesmo o jogador pode ir solo), mas acho que nesse ponto o Destiny 2 está melhor servido em questão de cooperatividade e conteúdos extras, mesmo com a questão da limitação de conteúdo da expansão atual, que removeu algumas atividades de end-game para quem só tiver a versão básica. Para quem tem interesse em retornar para a Segunda Guerra Mundial é uma ótima opção de jogo nesta geração atual de consoles e PC, oferecendo visuais estonteantes (melhorados no Xbox One X, PCs potentes e no PS4 PRO), boa dublagem (não é excepcional dependendo do personagem, mas cumpre muito bem o seu papel) e o multiplayer que todos conhecem, mas com o novo modo de jogo.

Pelo menos o modo Guerra tinha jogadores, diferente daqueles modos de jogo diferentes do Battefield 1, mas o modo de Zumbis não teve tanto apelo, pelo menos perto da minha região. Por não conseguir jogar bem no multiplayer clássico por questões de habilidade (sempre tomo surras dos oponentes) eu acabo deixando o jogo de lado, mas caso o jogador queira retornar à Segunda Guerra e não tenha jogos para jogar neste Natal, ele é uma boa opção para este final de ano.

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