Capitão América - Nick Fury - Viúva Negra


Capitão América - Nick Fury - Viúva Negra

Ontem assisti Capitão América: O Soldado Invernal e após o filme, consegui descobrir que o universo das HQs com super-heróis está bem mais amplo, por conta de uma cronologia extensa de produções, que incluem os filmes e os “One Shots”, que são curtas menores dentro do Universo Marvel e com estórias diversas e, aparentemente, sem nexo se você assistisse a esmo. Mas com a cronologia a tiracolo, tudo fica bem mais coeso, e sempre fiquei na dúvida com a associação entre o filme e a série: sabia (em termos) que parte da série se passaria antes do filme, mas como eu não tinha visto a primeira temporada em sua totalidade (assisti os primeiros episódios e a sequência final já com o Ward como agente da HIDRA, com pelo menos uns 6 episódios em sequência, por conta do hype gerado quando vi os primeiros episódios dessa fase final na TV por assinatura) então eu ficava boiando um pouco. Agora com a série no Netflix, decidi fazer o que deveria ter feito muito antes: assistir todos os episódios da primeira temporada na sequência, e alguns detalhes que estão na segunda temporada foram mostrados na primeira.

Por exemplo, a questão dos símbolos circulares que o Coulson anda desenhando a esmo e com uma frequência maior do que antes. Em um dos primeiros episódios isso vem à tona por conta de uma missão onde o Ward se passa por uma ex-agente cognitiva que tem um olho biônico e que é constantemente vigiada por alguém, que assiste a tudo. Ward usa um óculos especiais que substituiu a visão da moça e durante uma missão ele descobre uma sala com esses rabiscos sendo desenhados em uma parte de um quadro negro escolar, já sugerindo que um dos motes da série foram esses símbolos. Já no episódio mais recente da segunda temporada (o episódio 5, que passou esta semana nos EUA) temos a Skye, que sugeriu que os símbolos são um “mapa”, ainda sem desvendar direito a sua utilidade.



(E lembrando que são comentários de alguém que não acompanha as HQs direito, o que acaba sendo interessante neste início para acompanhar as surpresas de quem não compra as HQs e curte o universo, fora a questão dos incentivos para começar a comprar as revistas nacionais).

Já a questão do filme é mais complicada de encaixar, e mais fácil de pescar mais referências (que não tem muita utilidade de maneira geral, mas vou comentar assim mesmo). A cena final mostrando o Nick Fury queimando um furgão com o seu tapa-olho clássico e usando um óculos não era apenas um “facilitador” de filmagens por conta da lente especial com o ator Samuel L. Jackson. Provavelmente ele decidiu usar isso como um disfarce para não ser tão reconhecido por aí, usando um óculos e estando com ele no episódio final da primeira temporada. Acho que vou acabar reassistindo os episódios finais novamente pra pescar mais referências quanto a esta parte. Já o filme consegue ficar entre os melhores, pois agora não temos mais a obrigatoriedade de construirmos o personagem principal, fora que eles conseguiram também inserir profundidade a alguns dos personagens, como o Falcão e a Natasha Romanoff (tendo mais foco nela e com ela já com cabelo liso e mais próximo das HQs, um detalhe citado na Wikipédia, mas que ela irá “mudar novamente o cabelo no segundo filme dos Vingadores).

Marvel - Agent Peggy Carter

Quanto aos “One Shots” (que estão disponíveis nos Blu-Rays de cada filme) o melhor foi o da Agente Carter, que é praticamente a intro de sua série específica, que terá 8 episódios. Nele temos uma “missão solo” da agente, trabalhando em um escritório do Governo e aproveitando uma oportunidade para fazer uma missão solo, indo atrás do “Zodíaco” e enfrentando sozinha alguns inimigos com uma extensas habilidades de artes marciais. Ela teve sucesso em sua empreitada e foi chamada por Howard Stark para comandar a SHIELD com ele, sendo um dos embriões da organização anti-terrorista.

Percebi também que a série da Carter teve mais chance de sair por conta do curta (junto com a série da SHIELD), e que, apesar de termos visto a personagem no primeiro episódio da segunda temporada da SHIELD, o trecho mais serviu para introduzir o Obelisco e um dos principais vilões da temporada, o Daniel Whitehall, hoje um dos chefes atuais da HIDRA na segunda temporada.

Dos outros curtas, o “Item 47” serviu mais como um “mini-episódio” dos Vingadores, tendo uma pitada de humor, e mostrando a origem do canhão alienígena que foi, inclusive, mostrado na SHIELD e usado por Coulson para matar o John Garrett, além de mostrar mais o agente Sitwell, um dos agentes da SHIELD que estava mais do lado da HIDRA, e que foi morto pra valer pelo Soldado Invernal no filme do Capitão América. O canhão, de tecnologia alienígena, tinha sido confiscado pela SHIELD anteriormente.

Scarlett Johansson - Viúva Negra - Vingadores 2

Por fim, as 2 séries não serão as únicas que terão ligação com os filmes. Além da SHIELD e da Agent Carter, a Marvel e o Netflix fizeram um acordo, onde teremos 4 séries com 13 episódios cada, com cada uma focada nos heróis Demolidor, Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage, e depois teremos uma série com os 4 personagens (os Defensores). Pelo Netflix lançar cada série em sua totalidade por temporada (isso quando são determinadas séries, e outras já exibidas na TV são inseridas em sua totalidade no serviço) então teremos muito conteúdo da Marvel a partir de 2015, junto com o segundo filme dos Vingadores e outro do Homem-Formiga, o primeiro filme que irá iniciar a “Fase 3” do universo cinematográfico da Marvel nos cinemas, após o Vingadores 2: A Era de Ultron. Agora que a gente comenta mais sobre cultura pop, irei tecer comentários mais regulares por aqui sobre o Universo Marvel, visto sob a ótica de um “nerd” que não é tão nerd, por estar ainda por fora das HQs.







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