Nesta semana retornou novamente à tona um assunto que andou circulando pela comunidade de Destiny 2 e que era algo que eu já tinha ouvido falar desde o ano passado, mas que só agora o assunto veio pra valer: o cofre de conteúdo. Basicamente, a remoção de muitos conteúdos antigos do jogo, mas que podem acabar voltando posteriormente.

Pelo FPS estar ficando com muitos conteúdos e cada vez mais difícil de manter, a Bungie alega que “o tamanho e a complexidade do jogo também contribuem para mais problemas e menos inovação”, e apesar de concordar em partes com a afirmação do ponto de vista de ser formado na área, como jogador acaba sendo ruim, já que se um jogador novo estiver entrando ao jogo não poderá ver como ele estava, ver muitos conteúdos legais que foram lançados anteriormente, fora as questões como troféus e conquistas (no PS4/Xbox One) que podem deixar de ser obtidas. Mas é aquele negócio: se realmente algum conteúdo é pouco acessado, fica difícil manter ele, mas existem outros atrativos que poderiam deixar os conteúdos com mais acessos, como acontece no World of Warcraft e o sistema de transmogs.

No site oficial tem uma lista enorme de conteúdos que ficarão indisponíveis quando for lançada a expansão “Além da Luz”, programada para 10 de novembro (e mais detalhes aqui também). Desde incursões e masmorras antigas, toda a campanha inicial de Destiny 2 (A Guerra Vermelha, mais as expansões A Maldição de Osíris e A Mente Bélica), mapas do Crisol, modos de jogo de PvP, diversas jornadas exóticas, strikes/assaltos (uma espécie de masmorra), etc. Muita coisa.



Com isso, me veio novamente o sentimento de urgência, algo que está presente em muitos jogos, mas que meio que escraviza um pouco o jogador. Ontem mesmo já andei pensando em baixar o game novamente pra tentar acessar esses conteúdos antes que seja tarde demais.

Destiny 2 - Personagens importantes

Minha história com a franquia é um pouco tumultuada, onde eu cheguei a jogar muito o primeiro jogo (mas não joguei tanto as expansões seguintes), joguei bastante o segundo, mas tentando sempre evitar a questão do “grind extremo”, que acabou fazendo com que eu deixasse de jogar o game. O ponto de ruptura foi a raide Leviathan, pois queria muito platinar o jogo, mas depois de ficar 6 horas tentando apenas matar o Callus no prestígio (o chefão final da raide) eu desanimei de vez e deletei o jogo no PS4. E não iria retornar a ele, mas tinha esquecido dessa ideia da Bungie de sair removendo conteúdos antigos, algo que ela comentou anteriormente, mas por ter tido problemas pessoais nos últimos meses (que não irei comentar por hora) acabei me distanciando bem de muitos jogos e áreas relacionadas.

A questão dos conteúdos sazonais é algo que está presente em muitos jogos atuais, mas muito mais focado nas recompensas do que nos conteúdos de história, e é isso que faz muitos jogos e empresas conseguirem se manter. Fortnite é o principal exemplo, de um jogo gratuito que conseguiu fazer com que muitos jogadores comprem conteúdos de skins e cosméticos, e a cada temporada isso se renova, mas que acaba também gerando algum “grind”. E os conteúdos são adquiridos pelos jogadores nas épocas específicas e depois quem for começar a jogar não terá mais oportunidade de conseguir, como skins (que se tornam raras, até certo ponto) e outros itens cosméticos ingame – lembrando que na maioria das vezes não tem efeito de jogabilidade. É apenas uma “roupinha”.

Mas tem outros jogos que conseguem sempre ter novos conteúdos sem sacrificar os antigos, ficando como “legado”, como o World of Warcraft. Vai sair nova expansão nos próximos meses, mas todo o conteúdo antigo continuará no jogo e continuará tendo atrativos, como o sistema de transmogs, conquistas e outras recompensas ingame. E ficam mais fáceis de fazer solo. 

Com a questão dos cofres de conteúdo, agora fico na dúvida sobre como proceder, já que nos últimos meses o meu tempo livre (na verdade a falta dele) se tornou um problema dificílimo de conseguir administrar. Com uma rotina altamente brutal de trabalho (onde trabalhei com poucos momentos de descanso desde abril, com diversos trabalhos pra poder quitar muitas dívidas antigas, e o fiz sem reclamar nas redes sociais) e pensando em voltar a estudar pra concursos públicos e ter um futuro com estabilidade, o Destiny 2 se torna mais um problema do que uma solução. Ainda mais produzindo conteúdos de World of Warcraft, onde uni a diversão com o trabalho, mas até mesmo no WoW tem algumas coisas que não pretendo mais fazer, como caçar montarias antigas ou upar alts (mas eu ando tentando upar uns 2 pelo menos, mas provavelmente vou acabar encerrando depois).

Mas ainda penso em platinar o jogo no PS4, e provavelmente migrar pro PC. Pra isso tenho de administrar outro problema: o HD do meu console, que já está lotado e com poucos jogos instalados…e ainda tenho medo de deletar o DRIVECLUB e não conseguir mais baixar o jogo, por conta dele não estar mais disponível pra download. Esse também queria platinar, mas o tempo que vou levar é proibitivo. Não será fácil.

Voltando ao Destiny, a Bungie quer manter o Destiny 2 por anos e anos, e não pretendem fazer um “Destiny 3”. No trailer abaixo tem até mesmo os nomes das expansões, com “Além da Luz” (que será lançada em 10 de novembro), “A Estrige Soberana” (The Witch Queen), que sairá em 2021 e “Sombra”, esta última um título provisório e com lançamento para 2022.

Destiny 2 expansões até 2020

O trailer:

Uma coisa que também notei (mas posso estar errado) é que o novo sistema de temporadas já meio que “fazia uma espécie de cofre de conteúdos”, removendo algumas coisas das temporadas anteriores na atual. Do ponto de vista de “lore”, são as mudanças do mundo de uma temporada pra outra, para quem está começando agora no jogo. Mas acredito que o retorno de conteúdos antigos podem ser realizados com uma espécie de “vislumbre” do passado, adicionando recompensas aos jogadores, e algo que a Bungie pode acabar adotando aos poucos. Na Torre mesmo a Ikora sempre oferece missões de revisitar conteúdos antigos para conseguir tokens e outras recompensas. 

Talvez a Ikora possa oferecer no futuro conteúdos antigos, não apenas de Destiny 2, como até mesmo do primeiro (do ponto de vista de história), mas ainda é difícil dizer como que vai funcionar o retorno, ou se a campanha da Guerra Vermelha irá retornar. 

Agora é esperar pra ver como que vai ser. O Destiny 2 vai chegar no Xbox Game Pass, com Renegados e Fortaleza das Sombras, e se tornou um enorme atrativo pra mim, pra migrar pro PC, mas eu tenho mais ânimo de jogar pelo Steam do que pelo Game Pass, mas ver como que ficou a expansão mais recente me interessa, mas não sei se devo fazer com um personagem novo (só pra ver como que ficou) ou se eu migro a minhas progressão. Irei analisar isso com mais calma posteriormente, mas agora tenho de resolver outros problemas.







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