Você lembra quando foi a última vez que alugou um filme em uma vídeo-locadora? Ou melhor, você alguma vez já entrou em uma videolocadora? E quando o assunto é música, você por acaso já encontrou para à venda o CD do artista do momento?

Pois então, a extinção das vídeo-locadoras, o lançamento das músicas em plataformas digitais e a popularidade do Youtube mudaram o modo como artistas e produtores de conteúdo chegam até aos seus respectivos públicos. 

Hoje em dia, os filmes, os hits musicais e os livros estão disponíveis para serem assistidos, ouvidos e lidos a qualquer momento. Basta que o usuário tenha uma conexão com a internet e uma assinatura em alguma plataforma streaming.



Aliás, “streaming” é a palavra que tornou a “pirataria” e o “download” meros coadjuvantes. Hoje em dia raramente você se depara com alguém afirmando que vai “baixar” uma música. É mais provável ouvir que essa pessoa procura tal canção no Spotify ou no Youtube.

O cinema e a TV na era da tecnologia streaming

O streaming é a tecnologia que permite a transmissão de conteúdos pela internet, sem a necessidade do usuário efetuar o download para ter acesso ao filme, música ou livro que deseja.

Essa tecnologia também retira a necessidade de aguardar o carregamento completo para iniciar transmissão. O dispositivo carrega parte do arquivo e o transmite aos poucos. Isso torna o consumo do conteúdo mais ágil e prático.

No caso de conteúdo artístico consumido para a TV, a tecnologia streaming possibilita algo que, na década de 90, era algo inimaginável: assistir episódios inéditos de um seriado de forma consecutiva, sem ter que esperar o dia seguinte para, por exemplo, saber quem casou com quem ou qual personagem vai morrer.

Amazon Prime Video em 13-02

Essa possibilidade de assistir temporadas completas em um único dia, também conhecida popularmente como “maratonar”, faz com que roteiristas de TV já escrevam os episódios pensando exatamente nesse recurso.

Geralmente quando se fala de streaming no segmento da TV e do cinema vem à mente a Netflix, que conta com vários assinantes no mundo inteiro. Além disso, ela também se arrisca na produção de suas próprias séries e filmes.

Exemplos disso são as séries Stranger Things e Dark, dois produtos que já se tornaram icônicos e também competem em popularidade com produções famosas de estúdios renomados.   

E falando nos grandes estúdios, eles viram que o formato streaming é a bola de vez e, na luta para não se tornarem jurássicos, também investem nesse segmento. 

Um exemplo é a Disney, que já entrou com tudo no reino do streaming trazendo séries baseadas em franquias da saga Star Wars e do universo Marvel. Outra gigante é a Amazon que também entrou na corrida do streaming por meio do seu serviço, o Amazon Prime Video.

Streaming para os ouvidos

Esqueça a era dos músicos que entravam para a história graças aos milhares de discos vendidos. No atual momento o que vale mesmo para o artista é saber que a sua música está sendo ouvida em vários smartphones e dispositivos móveis espalhados pelo globo.

Nesse caso, o Spotify é para a música assim como a Netflix é para a TV e o cinema. É bom lembrar também de outras plataformas, como a Soundcloud, por exemplo.

Vale salientar que o próprio Youtube é muitas vezes a opção de quem quer escutar música, pois não são poucos os artistas que contam com um espaço ali para divulgar os seus trabalhos e materiais.

Moça escutando música - Music Photo

A música no seu formato digital trouxe várias vantagens, não há dúvidas quanto isso. Contudo, um dos grandes impactos que a tecnologia streaming trouxe para o mercado fonográfico e que muitos nostálgicos não perdoam é o fim dos álbuns conceituais.

Antigamente, na época do disco de vinil e do CD, até mesmo a capa atuava como um adendo artístico, simbolizando ou complementando o que as músicas queriam transmitir. Hoje em dia, no mundo da música feita para ser ouvida no notebook ou iPhone, esse aspecto conceitual se perdeu.

Inclusive várias capas de disco, de tão curiosas que eram, entraram para a história da cultura pop, vide a famosa Sgt Peppers dos Beatles. Porém, felizmente para as novas gerações, isso não interfere na experiência de escutar e apreciar as canções.

O streaming deixou de ser uma tendência e se tornou realidade

Hoje não existe mais a barreira do crítico de arte e do público. O próprio público, munido de uma boa hospedagem de sites, pode criar um blog, falar sobre a obra e o artista e ter a sua opinião seguida por várias pessoas. 

Além disso, com a possibilidade de inserir vídeos nas postagens dos blogs e de poder contar com um espaço próprio no Youtube, cada vez mais estamos cercados por formadores de opinião. Inclusive é possível até monetizar o seu blog ou canal.

Portanto, na atual era streaming, o modo como consumimos produtos culturais é uma realidade diferente do que era no tempo em que o disco de vinil e as videolocadoras dominavam esse mercado.