Hora de iniciar a biografia completa do projeto CSIB, onde vou explicar todo o processo de desenvolvimento do projeto (que será um game), deste o seu início, até hoje, com fatos curiosos, dificuldades que passei, e outras informações. Caso seja a primeira vez que esteja lendo este texto, visite a página interna do projeto, que tem uma lista com todos os posts, em ordem cronológica. Espero que aproveite e leitura!

1 – Introdução

O CSIB é uma sigla que significa Centro de Serviço de Inteligência do Brasil (ou Centro de Serviço de Inteligência Brasileiro). O game, inicialmente, será sobre uma agência brasileira de espionagem, similar à Abin. OK, esta definição do CSIB foge de muitas regras gramaticais, mas eu pensei nesta definição pensando na logo do projeto. Não é de hoje que eu abordo aqui posts sobre espionagem, já que eu acho a espionagem um assunto muito fascinante. Desde pequeno, sempre gostei de filmes deste estilo (Missão Impossível, 007, A Identidade Bourne, e outros) e jogos relacionados, como o Metal Gear Solid, Syphon Filter e o Splinter Cell, que são jogos de espionagem.

Fora que quando eu era criança, eu sempre brincava de “lutinha”, onde eu chamava um amigo meu e brincava de “bater na pessoa” (e acho que muitos já devem ter brincado de “polícia e ladrão” quando era criança. É uma brincadeira similar), mas de “mentirinha”. Quando a febre dos Cavaleiros do Zodíaco explodiu aqui no país (na década de 90) em rodinhas infantis a gente brincava que um de nós era um cavaleiro e o amigo era outro. E aí a gente exercitava a imaginação e a parte física, brincando (é claro que hoje muitas crianças batem mesmo em outras, e isso pode ser prejudicial, e não apoio este tipo de prática!). Por quê estou citando isso? Vou responder daqui a pouco!



Quando eu entrei na faculdade de Sistemas de Informação, e descobri que eu poderia ganhar dinheiro criando games. Descobri por acaso, ao ler, na banca de revista, a coluna Superprofissões, da revista Mundo Estranho. Não lembro mais qual foi a edição, mas a matéria falava sobre desenvolvimento de jogos.

Por incrível que pareça, eu sempre gostei de jogos eletrônicos, mas nunca tive interesse em saber como eles eram desenvolvidos. Acho que muitos jogadores deve pensar assim atualmente. É claro que na época eu mal sabia o que era um computador, já que o mesmo só começou a se popularizar mesmo no início do século 20. Quando descobri que isso era profissão, o meu cérebro literalmente virou do avesso, e decidi tentar.

Na época de faculdade, eu pensava em fazer 3 pós-graduação: Direito em Tecnologia da Informação, Computação gráfica (na época achava que a definição destas palavras era algo relacionado à animações 3D, como os filmes) e Segurança Digital. A pós em Segurança eu desisti depois de ganhar (na sorte) um curso na Batori, uma empresa de segurança de São Paulo. Fiz o curso, vi como que era a área, mas desisti, pois não era algo que eu queria para mim. Direito eu desisti depois que vi a reportagem da Mundo Estranho. Já a Computação gráfica, bem, ela tem alguma relação com gamedev (abreviação de game developer, ou desenvolvedor de games).

Um dos conselhos que a maioria dos entusiastas da área de desenvolvimento de jogos diz é iniciar os estudos com jogos simples. Mas eu não queria fazer apenas jogos simples só para ganhar experiência (como um Tetris da vida ou uma versão diferente do Super Mario World). Eu queria criar um projeto que me motivasse a estudar mesmo a criação de games. Então decidi: por quê não um jogo de espionagem? Eu gosto da área, então eu poderia tentar. Mas é claro que o maior “fator motivador” para eu fazer este tipo de projeto foram os jogos Splinter Cell e os Need For Speed Underground (1 e o 2).

Como eu citei antes no lance de brincar de “lutinha”, era porquê eu gostava, quando era criança, de exercitar a minha imaginação. Eu gostava de criar histórias dentro da minha mente, quando eu estava sozinho no meu quarto, eu imaginava cenas fantásticas. Algumas vezes eu até fazia movimentos de artes marciais, como se eu estivesse dentro da estória. Cenas de perseguição, cenas fantásticas a lá Yu Yu Hakusho, e outros. Eu entrava num estado avançado de imersão, como se fosse um treino de teatro (apesar de que, como não conheço Artes Cênicas, não sei como que os atores treinam suas falas e ações).

Quando conheci a área de games (no sentido de desenvolvimento de jogos) e conheci a Modelagem 3D, vi que eu poderia extravasar toda a minha criatividade criando alguma coisa concreta. Nesse meio tempo, eu conheci o RPG Maker (um software de criação de jogos de RPG 2D bem simples, que criava jogos com um estilo similar aos primeiros Final Fantasy) e sabia programar em Pascal (linguagem de programação didática e bem simples). Pensei em programar o game em Pascal, mas vi que era muito limitado. Quando eu usei o RPG Maker uma vez, pensei em criar o jogo nele (e fazer similar aos primeiros Metal Gear Solid para o MSX), mas não daria certo desenvolver um game de espionagem nesta ferramenta. Apesar do software ser bom, ele tinha muitas limitações (mas o cenário que eu fiz nele serviu de base para o projeto Life Sphere, outro projeto que pretendo fazer futuramente, e que posso fazer um post sobre isso aqui no blog).

Durante esta fase de testes de software (e onde eu comecei a fazer um estágio remunerado em programação e é onde eu estive trabalhando até o mês de julho de 2007) eu andei fazendo o primeiro mapa do jogo (que nem tinha nome), que seria uma base secreta na Amazônia.

Na imagem acima, aproveito para estrear a página de Curiosidades do projeto, mostrando algumas curiosidades no desenvolvimento do mesmo (e a mesma sempre será atualizada com o passar do tempo!). A primeira curiosidade é justamente sobre esta imagem específica. Ela foi rabiscada à lápis (na verdade um lápis comum, e não um lápis específico para desenho) e usei 4 folhas de papel sulfite, coladas para ter uma folha maior. Na época eu nem sabia que existe folha com um tamanho maior do que a A4 😛

Nesse época eu pensava em fazer o jogo em 2D, similar ao Metal Gear Solid, como falei anteriormente (visão de cima, oponentes se movimentando pelo cenário). Nessa imagem, deu para ver que eu cheguei a dividir o cenário em seções, que seriam as minhas telas. E aí eu conheci a Unidev e as ferramentas 3D, e decidi: vou criar o jogo em 3D! Mas eu teria de pensar num nome para o jogo, e começar a esboçar ele mentalmente. E aí eu cheguei num nome: o CSIB. A escolha desta sigla se deu (como eu disse antes) na logomarca, que foi um caso à parte (e terá um post específico sobre ela!). E aí decidi iniciar este projeto, que, por enquanto, ainda não terminou!

No próximo post, você lerá a minha história com a modelagem 3D. Os softwares que utilizei, os primeiros testes de renderizações de imagens, e, claro, falarei sobre o Blender. Até o próximo post!







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