Um dos trunfos de Dark Souls é, obviamente, o aspecto cooperativo do game. Ora você ajuda alguém inserindo um sinal no chão, ora você pede ajuda, mesmo sabendo que o game ficará mais fácil. Ontem recomecei o game novamente, do zero, depois de um save perdido por conta do YLOD. Estava meio cansado da repetição semanal do World of Warcraft. Para conseguir arrumar equipamentos melhores eu teria de fazer raid finder e algumas masmorras para adquirir pontos que podem ser trocados por equipamentos, e por ter uma limitação semanal, teria de ficar fazendo a mesma coisa por semanas a fio. Estava meio cansado dessa rotina, e o Dark Souls ali, triste, querendo voltar à ativa. Também estava com saudade do gameplay visceral que o jogo oferece, além da tensão básica de sempre. Afinal, o Dark é sucessor espiritual de Demon’s Souls, o primeiro RPG sádico do PS3 e o que mostrou pro mundo o que é ter medo de morrer.

Mas voltemos ao Dark. Com 75 horas perdidas, eu tinha licença poética pra escolher a classe mais apelona e apelar pra todos os tipos de dicas que eu poderia pesquisar por aí pela net. E por já ter uma noção do final do game, a questão maior é a diversão e a experiência que o game pode proporcionar. Igual quando li uma reportagem da Veja sobre o último livro da série Harry Potter: o que importa é o decorrer da história, mesmo você sabendo o final. São os acontecimentos que decorrem. Isso que me motivou a recomeçar o Dark Souls: uma diversão sem compromisso, apesar de que, teoricamente, jogar um game desse tipo não é bem uma diversão sem compromisso…



E achava que teria uma experiência similar ao do save anterior…ledo engano!

Primeiramente estou num console americano, o que acaba trazendo uma mudança drástica na jogabilidade: os botões X e Círculo são trocados. Antes eu corria com o X, mas agora tenho de usar o círculo. Menos intuitivo, mas que acaba sendo mais uma questão de costume. A troca dos botões também influencia em alguns movimentos, como o pulo e saltar para trás. Mas como eu não uso muito estes movimentos (deveria saber, pra evitar certas mortes anteriores), acabo ficando no feijão com arroz básico que o game oferece.

Segundo: a experiência.75 horas de game no save anterior me deu segurança para jogar. Uma segurança que se esvaiu rapidinho ao ver o meu HP ir embora por vacilos iniciais com os inimigos. Não adianta: se não ficar esperto o jogador dança. A questão de saber usar o escudo, atacar na hora certa e não errar o golpe…cada inimigo na área inicial do game (Undead Asylum) oferecia um desafio pessoal particular. Jogava tenso, mesmo sabendo o que iria acontecer depois. E por eu estar no começo, eu esquecia que não tenho tanta energia para ficar vacilando.

A classe escolhida foi a Pyromancer, por conta das opiniões que outros jogadores falam por aí. Não sabia inicialmente quais seriam as diferenças, mas pelo game dar liberdade para usar qualquer equipamento que você encontrar (desde que você tenha alguns atributos necessários para usar) então a classe inicial não prenderia tanto o jogador pelas próximas 90 horas (ou mais) do RPG. E com a evolução do personagem você pode evoluir outros atributos e jogar de uma maneira ligeiramente diferente.

Depois de um pouco de tensão jogando, cheguei na parte do chefe, tendo uma luva de fogo e capaz de jogar Fireball. Óbvio que usei a mesma estratégia inicial que fiz na outra vez: por estar numa marquise e com o chefe olhando pra mim com sangue nos olhos,  tentei cair golpeando a cabeça dele pra tirar metade da sua energia. E não é que o meliante consegui desviar? A raiva me consumiu, mas eu tinha um problema maior: ter sangue frio pra não morrer no chefe mais fácil do jogo.

Decidi usar a Fireball pra ver “qualé”, e aí consegui entender porquê muitos escolheram Pyromancer como classe inicial. Cada acerto bem-sucedido arrancava cerca de 20% do guarda. Ataques melee? Eu não estava querendo bancar o fodão pra ter um game mais difícil e por isso não encostei no cara. Eu quero é chegar logo onde eu estava anteriormente! Mas mesmo com a Fireball, o meliante estava me massacrando violentamente com aquele porrete gigante. Se eu bobeasse teria de refazer a rota toda de novo, e não estava com paciência para tal.

Depois de alguns frascos de cura usados e nervosismo inicial, consegui vencer ele. Uma vitória comemorada com a mesma intensidade que a maioria dos chefes que já enfrentei anteriormente. Acho que, por ter adquirido muitas almas e por querer gastar rapidamente com evolução do personagem, eu tenha jogado com o coração na boca contra o chefe. Mesmo sendo 600 almas, era um número considerável caso eu tivesse falhado. Dark Souls: o game que consegue trazer emoção até mesmo no começo do jogo!

Cheguei em Lordran (Firelink Shrine) e rapidamente gastei todas as minhas almas ficando mais forte e entrando para o primeiro Covenant (Facção/Guilda), com um dos 2 NPCs que ficam perto da fogueira. Acabei ganhando 5 frascos extras de energia, o que vai ajudar um pouco nas próximas horas na Undead Burg.

Por fim, eu decidi criar uma coluna nova com algumas aventuras que terei no game. Não vou prometer muita periodicidade e nem muitos posts, mas pelo menos algumas coisas vou acabar comentando. Para quem sentia falta de posts mais diferentes aqui, vou ver se volto à normalidade com as pautas e resolver pendência antigas. A progressão do Dark Souls será um pouco lenta, mas pra quem gastou um mundo de horas num MMO, uma hora vou chegar onde eu estava antes, quando eu matei o Pinwheel nas catacumbas.







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