Paganini Mixer

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Na última segunda-feira, eu fiz algo que é normal em empresas de tecnologia, mas que nunca tinha me passado pela cabeça: usar outra linguagem pra resolver um problema. No dia, eu precisava fazer uma aplicação pra rodar uma DLL e a mesma não era possível de usar em Visual Basic, sendo que neste caso tive de apelar pro uso do C#. A escolha do C# foi porquê, por ser uma DLL, poderia ser mais fácil integrar a mesma no Visual Studio (no caso usei o Visual C#) e que a linguagem é sintaxicamente parecida com o Java. E também o pessoal do serviço anda planejando (ainda sem nada concreto) começar um sistema gigante usando a linguagem. Quanto mais eu souber, melhor, e com certeza irei aproveitar o embalo pra estudar a linguagem.

Ao programar na linguagem, mesmo não sabendo nada, eu provei a teoria do SLotman, que comentou que aprender uma linguagem hoje, para quem é programador, é realmente fácil e já dá pra ir criando aplicações mesmo não sabendo quase nada dela. Foi o que aconteceu na hora: como tinha internet, eu fui pesquisando algumas funções e consegui fazer a aplicação, que foi relativamente simples de fazer e sem muitos recursos da linguagem. Talvez o que mais ajudou foi o fato do C# conseguir identificar e mostrar todas as funções da DLL e eu já ser um programador profissional há cerca de 4 anos. 4 anos onde eu já passei por 3 linguagens diferentes: Java, Delphi e Visual Basic.



Mas o que o C# tem a ver com a minha saga no desenvolvimento de games? Simples: eu gostei de ter programado nela. Apesar de ter vindo do Java, hoje tenho a mente mais aberta e não sou tão fanboy do Java. Considero o C# uma alternativa bastante viável pra desenvolvimento, tanto de aplicações comerciais quanto de games. E no caso dos games, a alternativa melhor é no uso do XNA, um framework da própria Microsoft baseado na linguagem que dá pra criar aplicações para a Xbox 360 e para PC.

Tá, mas e o Flash? Bom, eu vou deixar de lado por enquanto. Como ainda tenho um bocado de tempo nestas férias, vou aproveitar e tentar pelo menos criar alguma coisa simples numa linguagem mais fácil. Um jogo da memória, um clone do Space Invaders, sei lá. Algo mais simples: criar algo complexo é difícil e demorado e quero ver também se volto a estudar desenho artístico pra não destreinar. Tinha escolhido o Flash por ser viável pra criar webgames e postar aqui, mas acredito que saber C# e XNA pode fazer diferença no futuro, quando as empresas nacionais pensarem em usar a linguagem para desenvolver games indie. Estar por dentro do mercado está sendo uma questão se sobrevivência e quero estar perto de conhecer bem a linguagem. Assim, ficará mais fácil depois conseguir emprego numa empresa da área, mesmo a maioria das empresas hoje estarem procurando C++. Não acho que o C# vai ser deixado de lado e mesmo se não for possível conseguir emprego como desenvolvedor de games, posso ser um programador de sistemas em C# e ganhar bem mais do que o meu salário atual.

Pra terminar, durante os próximos meses sempre vou publicando aqui relatos das minhas experimentações com o desenvolvimento de games. Fazer no meu blog pessoal dá mais liberdade para os textos, mesmo sabendo que não terei o mesmo feedback de um texto do GamedevBR. Aliás, eu ando vacilando com o blog novamente. É aquele negócio: depois da GDC, as notícias sobre gamedev iriam dar uma esfriada brusca, sendo que, apesar da área acontecer muita coisa, ainda tenho outras coisas pra fazer. Apesar das férias serem o ideal para trabalhar bem com estudos e blogs, eu quero essencialmente descansar um pouco da minha rotina insana.







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