Paganini Mixer

Chegou às bancas semana passada pela editora Abril Jovem a graphic novel Epic Mickey, que adapta aos quadrinhos a história do jogo lançado no ano passado para o Nintendo Wii. A revista é vendida por R$14,95 e tem 130 páginas, que se dividem entre a história principal, seis prólogos sobre Osvaldo, O Coelho Sortudo, e alguns bastidores relacionados às histórias da Disney e o jogo em si.

Pra quem não jogou (como é meu caso), Epic Mickey conta a história de um mundo – a Refugolândia – criado pelo mago Yen Sid para servir de lar para os desenhos esquecidos. Lá, diversos personagens que um dia fizeram sucesso vivem suas vidas razoavelmente bem até o dia em que Mickey entra no laboratório do mago e movido pela curiosidade usa seu pincel mágico para criar uma cópia sua. Acontece que esta cópia vira um monstruoso borrão e na confusão, o camundongo acaba derrubando tinta e solvente na Refugolândia, liberando assim o Mancha Negra, o grande vilão da história. A partir daí, Mickey acaba sendo levado àquela terra onde se junta ao gremlin Gus e ao coelho Osvaldo para tentar salvar o mundo e corrigir seu erro.



Antes disso, os prólogos contam histórias sobre Osvaldo, personagem criado por Ub Iwerks e Walt Disney antes mesmo do Mickey, mas que foi abandonado por seu criador por questões de direitos autorais (detalhes contados nos bastidores no final da revista). Lá, já vemos Osvaldo como um personagem esquecido habitando a Refugolândia, mas o mundo ainda não havia sido atacado pelo Mancha Negra.

Como eu não cheguei a jogar o jogo, não posso opinar sobre a qualidade e fidelidade da adaptação. Algo que dá pra ver claramente é que algumas passagens que provavelmente são apresentadas como fases no jogo aqui passam em apenas uma página, o que ajuda a tornar a narrativa mais rápida. Mesmo assim a história não parece corrida ou condensada demais, algo que poderia deixar o leitor que não conhece o jogo perdido.

A história principal não chega a ser fantástica ou revolucionária, exceto pelo cenário um tanto incomum de se ver personagens da Disney (algo inclusive que chamou muita atenção na época que as primeiras artes conceituais do jogo começaram a sair). Mas é divertida e prende a atenção, especialmente por causa de Osvaldo que aparece como um personagem realmente interessante, com todas as razões do mundo para odiar o Mickey Mouse. Os prólogos têm outro clima e mostram histórias mais bem-humoradas, onde Osvaldo se aventura ao lado de um Donald e Pateta animatrônicos em situações típicas dos desenhos da Disney que eu via quando era criança.

A seção de bastidores, apesar de pequena é bem legal e bastante útil pra entender quem afinal é Osvaldo, o Coelho Sortudo, já que este personagem chega a ser mais importante para a revista que o próprio Mickey. Ali também são apresentados resumos dos curtas que inspiraram algumas partes do roteiro e uma descrição de alguns personagens criados por Warren Spector para o jogo.

Enfim, com um preço acessível e um material de ótima qualidade, a graphic novel de Epic Mickey é uma ótima oportunidade para quem se interessou nesse universo mas não pode conferir o jogo, já que ele não saiu pra nenhum videogame de verdade (brincadeirinha galera do Wii :D).







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