Splitplay Loja Index


Splitplay Loja

De uns tempos pra cá estamos vendo mais movimentações na cena gamedev nacional, apesar de admitir que não ando mais acompanhando essa área com afinco (eu meio que dei uma desanimada em estudar e pensar em criar jogos, mas é assunto pra outro post). Uma das iniciativas mais recentes e interessantes é a loja SplitPlay. Com o apoio de diversos desenvolvedores nacionais, ela vem para suprir uma lacuna que é bem difícil de ser preenchida (e respondida) pelo desenvolvedor indie no Brasil: onde vender o meu jogo? Antigamente eu pensaria em lançar o meu game no Kongregate ou, aproveitando o embalo de ter o Select Game, de divulgar o game por aqui, mas aí viria a questão clássica: teria de depender do boca a boca ou mesmo da divulgação interna em listas de discussões, e se o game fosse comercial, seria complicado mexer nessa área ou teria de fazer um game gratuito, caso eu faça um protótipo inicial. Antes do Steam Greenlight e da popularização do iOS e Android, muitos devs decidem ir focar a divulgação e o game “pro exterior”, publicando o game na Apple Store/Google Play Store, enfrentando uma concorrência insana com jogos de todo o mundo.

Então a SplitPlay veio para oferecer um ambiente de vendas de jogos! Segundo o Kotaku Brasil, “A Splitplay é uma espécie de Steam só para jogos indies brasileiros e foi fundada pelos alunos da PUC do Rio de Janeiro Rodrigo Coelho, Eric Salama e Henrique Bejge”.



A loja nasceu como uma start up e vem com a proposta de melhorar o panorama de desenvolvimento de jogos nacionais, disponibilizando uma vitrine onde sejam encontrados os jogos indies feitos no Brasil. Além de ser uma boa opção para experimentar jogos brasileiros que não estejam disponíveis na loja da Valve.

A loja veio com apoio de diversos desenvolvedores nacionais e um catálogo bem impressionante de títulos, que podemos destacar o Chroma Squad, o Cangaço (da Sertão Games), Dreaming Sarah, Daily Espada (pelas imagens esse tem uma pegada bem similar ao Outland, da Ubisoft, e fiquei interessado), o Aritana e a Pena da Harpia, entre outros games. Muitos deles estão com descontos iniciais que, acredito, sejam por conta da estreia da loja, e alguns também usam o esquema de “Early Access” similar ao Steam, onde o jogador tem acesso ao game ainda em desenvolvimento, também ajudando a financiar o desenvolvimento e o retorno do investimento para o desenvolvedor/produtor.

A loja também oferece diversas formas de pagamento bem interessantes, como boleto bancário, Paypal, depósito em conta e cartão de crédito nacional, e segundo o Rodrigo Coelho, a loja também terá chaves do Steam no futuro! Certamente será a opção mais usada por muitos consumidores, pois muitos jogadores preferem continuar com tudo integrado ao Steam, usando os recursos de save na nuvem, screenshots e conquistas. E pelo que eu vi aqui, alguns jogos também tem conquistas, além da conta do jogador ter uma “barra de experiência” similar ao próprio Steam!

A Splitplay é uma das melhores iniciativa lançadas até aqui, pois isso ajudará bastante a área nacional, ainda mais depois de ter visto o cancelamento de alguns projetos nacionais financiados pela Square-Enix, meses depois da produtora ter pedido pros desenvolvedores nacionais mostrarem games pra eles no setor de negócios da Brasil Game Show 2013. Uma ideia que poderia dar à SplitPlay (mas que demandaria de um investimento relativamente pesado) é ter uma estande na Brasil Game Show, o que ajudaria bastante em divulgação pro jogador comum e que ainda desconhece a cena nacional de desenvolvimento de games. Abaixo tem a conferência de lançamento, onde a imprensa e os desenvolvedores comentaram sobre os 20 games que estão disponíveis no lançamento da loja:







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