Fato 1: eu compro revistas de tecnologia. Fato 2: Eu já fazia propaganda gratuita delas aqui no blog, sem ganhar nada com isso. Fato 3: eu parei de ler a Info, por ter mais propaganda do que matéria interessante (apesar de que, vendo o site agora, tem algumas reportagens interessantes). Fato 4: deixei de acompanhar notícias normais de TI para me focar em alguns assuntos específicos (games e 3D, por exemplo).

Problema 1: eu moro no interior, e com isso algumas revistas demoram para chegar. Não tenho nada contra o jornaleiro. São as distribuidoras que às vezes vacilam com a gente. Problema 2: Chega poucas edições das revistas aqui. E com isso posso perder a chance de comprar uma dessas revistas em um determinado mês.

Alguns podem achar besteira comprar revistas por causa da era da internet, mas muitas delas são essenciais, por trazer conhecimento de ponta em algumas áreas específicas, e conhecimento de qualidade. Duas dessas revistas são dedicadas ao Java: a Java Magazine e a Mundo Java.

Não vou dizer aqui qual é a melhor. As duas são boas, mas uma delas é bimestral e a outra é mensal. Além disso eu concordo com alguns usuários do Guj: eu compro as revistas para guardar as mesmas, já que pode acontecer de precisar de um tutorial sobre uma determinada tecnologia em algum momento da minha carreira profissional (para quem não sabe, eu sou programador de sistemas em Java). Eu nunca, até hoje, peguei uma delas e li do início até o fim. Não tem como, já que muitos tutoriais tem pré-requisitos para que o usuário entenda o mesmo. Por exemplo: eu posso ver que numa edição tem um tutorial sobre Ajax, mas eu precisaria ter noções de criação de páginas de internet para isto.

O problema, como afirmei antes, é no caso do leitor perder a chance de comprar uma revista. Muita revista interessante acaba ficando nas metrópoles, e nem chegam aqui. Outras chegam, mas com poucos exemplares. Acho que só as revistas da editora Abril e revistas de fofoca que vem aos montes, porquê vendem. Isso é fato. É fato de que a Veja tem mais de 1 milhão de exemplares (por semana). É fato que a Superinteressante (que considero a melhor revista do país) tem mais de 400 mil exemplares (por mês).

Por isso que começo a olhar com outros olhos as revistas digitais e sites/blogs. Apesar de algumas revistas serem pagas, a maioria é de distribuição gratuita, normalmente são específicas, e o usuário baixa se quiser. Cheguei a lançar aqui a UD-Zine, revista online feita pelos usuários da Unidev (que deve ter segunda edição talvez no início do agosto, por causa do site estar fora do ar). Tem também a PDJ-Zine, e o Allan Brito colocou referências de outras revistas (voltado para 3D e arte digital) em seu blog. Quanto aos sites, nem preciso dizer, e muita gente manja do assunto e tem vontade de passar conhecimento adiante.

O ruim é que eu perdi a chance de comprar a Mundo Java deste mês. Apesar de gostar dela, este mês tinha me interessado mais. Segue lista de matérias (retirado de um post num tópico no Guj):

  • Criação de Jogos 3D
  • Hibernate para milhares de registros
  • Hibernate, Ajax e Reflection
  • Artigos sobre SOA
  • Mineração de Dados
  • Produtividade com Spring-Annotation
  • Expressões Regulares
  • JavaFX
  • Teste de Unidade para camadas de Persistência no mundo real

e mto mais.

Vale a pena dar uma conferida, fora o pôster de JPA que vem de brinde.

Dê uma olhada nas matérias em negrito. Tudo bem que expressões regulares eu estou estudando atualmente para um projeto do meu serviço, e as matérias normais está com uma qualidade excelente, mas a outra matéria em negrito que tinha me animado. Principalmente depois deste comentário no mesmo tópico (onde o Eduardo Guerra, edito-chefe da revista, respondeu um comentário meu):

Olá Rodrigo!

Este artigo de Jogos 3D está muito legal, não é só enrolação não… Ele mostra como criar um jogo utilizando o JMonkeyEngine, e fala desde a criação da parte gráfica até a física do jogo. Ainda vai dar para baixar o código e executar tudo da sua máquina. Show de bola!!!

Nunca escondi de ninguém que o que quero fazer é criar games. Se eu soubesse que isso era possível antes de ter entrado numa faculdade, eu teria feito outro curso superior, e não sistemas de informação. Não vou dizer mais detalhes sobre isso, já que na série de posts sobre o CSIB vai ter um texto só sobre isso.

Mas eu tinha ficado animado com a revista, já que hoje o Java sofre preconceito da comunidade de desenvolvedores, que só querem saber do tal do C++. Chegam e afirmam que só com o C++ e com ferramentas como o Blitz 3D e o 3D Game Studio que dá para criar games decentes, desconhecendo o potencial do Java. Até xingam a game engine do Blender, que não tem culpa de nada (até eu já xinguei, mas vi que ela está sendo continuamente melhorada e que pode ser uma alternativa viável no futuro. Xinguei sem embasamento técnico, e já faz alguns meses).

Pô! Eu to gostando do Java, e quero fazer as coisas nele (principalmente na jMonkeyEngine, que é a primeira alternativa ao Java 3D que posso utilizar). Tudo bem que também quero estudar Lua, mas quero integrar ela com o Java. Apesar de ainda estar indeciso quanto à linguagem que devo utilizar em meus projetos de games, e possibilidade de usar Java é quase 100%. Porquê? Por ela ser gratuita, por causa do Eclipse, por ela ser uma linguagem de ponta e por eu não temer a fiscalização. Tanto o Blitz como o 3D Game Studio são ferramentas boas, focadas, mas são pagas. Apesar de ter dinheiro para adquirir elas (teria de ajuntar grana por uns 6 meses, mas…), não me passa pela mente gastar dinheiro com software, principalmente agora, que não tenho tempo nem de estudar o Blender direito, enquanto termino algumas pendências no meu tempo livre.

E com isso consegui perder a revista aqui. Alguém conseguiu comprar antes de mim (ou ela não chegou e o jornaleiro confundiu as revistas), e o que me deixa com poucas alternativas:

  1. Comprar a revista na internet e ter de pagar o frete.
  2. Pedir pro jornaleiro encomendar ela com a distribuidora.
  3. Tentar achar alguém que tenha ela, pedir emprestado na cara de pau e xerocar a reportagem sobre a engine e sobre as expressões regulares (mas eu queria comprar a mesma).
  4. Caçar nas outras bancas da cidade se alguma banca conseguiu ter ela. O problema é que a banca que eu do preferência é a banca que redistribui para as outras aqui em Varginha.
  5. Assinar a mesma, para que isto não aconteça mais (mas a localização geográfica da minha residência e as condições do portão da mesma impedem isso, já que por ser um portão de grade, qualquer pessoa poderia roubar a revista da porta da minha casa e sumir… Por isso ainda continuo comprando revista em banca).

Eu não sou de fazer propaganda de revista aqui. Mas faço isso quando vejo que a própria pode ser interessante, já que se vejo que um produto não é bom, com certeza eu faria uma crítica construtiva aqui no blog, já que um dos objetivos de um blog é mostrar a opinião do autor e quem sabe gerar discussões a respeito disso. Fora que , se você está lendo este post, quer dizer que gosta da minha opinião (ou não gosta, mas quer saber o que eu penso. Talvez você seja meu inimigo 😛 ). Agora é ter sorte e ver o que posso fazer quanto a isso.

E se você leu até aqui, agradeço novamente 😀 Acho que gosto de postar textos longos!