PlayStation VR com PlayStation 4


Há pouco mais de um ano eu chegava feliz na minha casa com um PlayStation 4 debaixo do braço. Tirando alguns arrependimentos como ter comprado alguns jogos em plataformas erradas (como o LittleBigPlanet 3 no meu segundo PS3, que morreu recentemente, e o Project CARS no PC, por ter tido interesse em jogar no PS4) eu fiquei bem feliz com a minha compra de console. Já estou na next-gen, que beleza! The Witcher 3, Bloodborne, futuramente o Uncharted 4…planos, planos e mais planos. As coisas iam bem, o console conseguia coexistir com o meu PC Master Race xing-ling-race que roda alguns jogos atuais em resoluções menores/menos fidelidade gráfica, e conseguia arrumar um ou outro jogo pro aparelho da Sony.

Só que nas últimas semanas, além da última parcela do console no cartão, também veio a cara de tacho, com os rumores do suposto “PS4.5 ou o “PS4K”, com planos de rodar games do PlayStation VR com mais qualidade do que no console atual, além do console ter mais fidelidade visual gráfica. Obviamente eu apoio toda a evolução tecnológica, ainda mais na área dos games. Tenho um PC e quero fazer um upgrade nele no futuro. Mas não acho honesto ver que o “tempo de vida útil” de um console de 2 anos de existência fosse ser tão curto.

Nessas últimas semanas surgiram tantos rumores de sites diferentes que a notícia ganha ares de verdade, ainda mais com o silêncio da Sony. Esta semana o Giant Bomb divulgou supostas especificações do novo aparelho, que terá mais velocidade de memória, mais processamento que o anterior, e o codinome NEO:



PS4 Original NEO
CPU 8 Jaguar Cores com 1.6 GHz 8 Jaguar Cores com 2.1 GHz
GPU AMD GCN, 18 CUs com 800 MHz AMD GCN melhorado, 36 CUs at 911 MHz
Memória 8 GB GDDR5, 176 GB/s 8 GB GDDR5, 218 GB/s

Com o hardware atualizado, os jogos poderiam ter taxas mais estáveis de frames por segundo, resolução 1080p e suporte a 4K, mas os jogos em si não seriam obrigados a ter 4K nativo. O “novo console” também usaria a mesma PSN Store, a mesma comunidade do PS4 e os jogadores teriam acesso aos jogos atuais. Seria um “quase segundo console”, mas que não fosse em substituição a um console antigo, diferente de quando dava os YLODs nos consoles de muitos jogadores e a gente acabava trocando o videogame pra não perder os games que a gente já tinha comprado.

Outra informação do Giant Bomb cita que os jogos lançados a partir de outubro teriam de suportar os 2 modelos de consoles, mas não quer dizer que o “novo console” seria lançado em outubro. Apenas que os jogos deverão suportar os 2 dispositivos, e os jogos lançados anteriormente podem usufruir de mais fidelidade gráfica, bastando que as produtoras façam um update. O autor do artigo apreciaria o Fallout 4 (que teve algumas críticas quanto ao visual nos consoles), mas não quer dizer que o jogo ganharia esse update.

Há também alguns pontos interessantes citado no artigo: a Sony seria bastante rígida para os desenvolvedores, para que o console antigo não fique “obsoleto” (e no caso manter a mesma comunidade, já que teria apenas mudanças visuais aparentes), não poderia ter jogos com recursos exclusivos do “novo console” e que o “novo console” poderia baratear o PS4 original, oferecendo mais opções para novos consumidores.

Mas sinceramente acredito que a Sony está fazendo uma jogada arriscada demais, junto com um tiro no pé dos consumidores. A vida útil de um videogame sempre sugere que as produtoras vão pegando as manhas e oferecem melhorias visuais ao sugar o máximo de potencial que o console oferece no decorrer dos anos. A Naughty Dog, por exemplo, tirou leite de pedra do console e alguns jogos da série Halo tem uma direção de arte primorosa no Xbox 360, por serem produtoras first party e que, claro, tiveram a vantagem de extrair o máximo do hardware por conta de serem first parties. Mas outras produtoras também conseguiram chegar perto, como a Konami e o Metal Gear Solid V, apesar das versões de PS4/Xone e PC serem melhores nos visuais.

Final Fantasy XV - Screenshot

A gente sempre esperaria que os consoles tivessem mais tempo de vida útil nesta geração, ainda mais por serem aparelhos de custo elevado. Claro que não dá pra colocar na jogada o Wii-U, por conta do console não ter tido tanto sucesso comercial e acabou vindo com visual abaixo do esperado, obrigando a Nintendo a correr atrás com o NX (mas nesse ponto a Nintendo foi mais honesta com os consumidores, por ser um novo hardware), mas pro PS4 e pro Xbox One, a gente esperaria pelo menos uns 5 anos de existência. Por mais que a Sony tente ter um ecossistema com 2 consoles “iguais”, ela vai acabar priorizando esse NEO na questão de fabricação e preços (tipo um PS4 Slim, mas com mais hardware) e se ela é tão rígida pros desenvolvedores, pra quê não lançar novo console? Num é mais fácil oferecer mais acesso ao PS4 pros jogos conseguirem extrair mais do aparelho?

A recomendação de muita gente é de esperar a E3 pra comprar um novo console. Se a Sony anunciar esse console novo, não quer dizer necessariamente que ele será lançado esse ano, mas os consumidores que ainda não se decidiram terão mais ciência de que, ao comprar um PS4 comum, ele está tomando uma decisão. Mas pra quem já comprou acaba sendo um pouco decepcionante. Enquanto que a gente quer sempre ver jogos mais bonitos e as produtoras tirando leite de pedra, é tenso saber que isso só seria mais possível ao comprar um “console atualizado”. Pra gastar mais de R$ 2 mil em um novo console tão cedo, mais fácil comprar o Xbox One e esperar o PlayStation 5. Pelo menos o Xbox One está tendo atrativos mais interessantes, com os jogos melhores na Games With Gold e a retrocompatibilidade.

PlayStation VR com PlayStation 4