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Bolo Gamer - Mario

De certa forma é surreal estar começando a escrever esse post na última quinta-feira depois de quase 1 semana sem ter tido vontade de escrever. A semana passada foi, de certa forma, mais light que as anteriores, por conta de esperar um dos clientes terminar algumas viagens para me passar algumas tarefas inerentes ao sistema, ou mesmo as visitas ao dentista que culminaram em um tratamento dentário rápido. Mas é aquele negócio: quem tem pavor de dentista tem pavor mesmo, fora outros problemas relacionados. Espero não ter mais problemas com dente pelos próximos 5 anos, pelo menos!

Sim, este blog está completando 5 anos de existência! Parece muito tempo, mas parece que foi ontem que comecei essa epopeia de ter um blog de games na interwebs! E aí eu venho com aquela reflexão básica que muitos sites andaram fazendo e outros simplesmente executaram (é, o assunto é tenso, e quero desabafar um pouco): a morte sumária do veículo. Andei vendo alguns podcasts de games sendo descontinuados, sites que voltaram dos mortos e depois pararam de ter postagens em meses, e falta de tempo de quem escreve por diversão e ganha outras prioridades. No meu caso foi ainda mais estranho sendo que em teoria poderia ter mais tempo pro blog. Quando fiquei desempregado em abril de 2013, e consegui um projeto freelancer no começo de junho (que virou meu “emprego oficial informal), estava começando o tão sonhado sonho de virar autônomo. Não ter chefe para ficar na tua cola e te xingando por que você não fez as coisas do jeito que ele queria, não ter chefe te xingando por você ter de ir no banheiro, não ficar acuado e aturando bulling dos colegas na hora do café da tarde, poder fazer o próprio horário… em 5 anos onde trabalhei com carteira assinada com Visual Basic (nunca gostei da linguagem desde o começo, mas eu tinha de sobreviver) o Select Game era a válvula de escape desde que vos escreve, por estar infeliz no trabalho nos últimos anos. E por ter começado a gostar de compartilhar opiniões pessoais, apesar de ser meio rabugento e que gostava de reclamar e “causar” na internet, adorando uma polêmica. Mas depois que eu vi que a indústria nacional começaram a acompanhar a gente pra valer (jornalistas de games, assessores de imprensa de algumas produtoras, e você leitor que curte games também!) eu deixei de ser aquele reclamão na maior parte do tempo para tentar ser mais profissional e sem ficar reclamando, mas sem largar a crítica de lado às vezes, quando é necessária (“pô Sony, R$ 4 mil no PS4 é tenso demais!!!!” “E os importadores que saem na cola e pedem R$ 2500, sacanagem, minha gente!”). Pois uma hora temos de evoluir, apesar dessa evolução não ser tão perceptível, e outras serem mais perceptíveis.



Nos últimos dias pensei em abandonar o barco de vez. Falta de motivação, falta de tempo para escrever, desânimo básico e, principalmente, os custos para manter o Select Game no ar. Nas últimas semanas o custo saltou de 42 dólares, em média, para 52, com a assinatura Plus do Cloudflare, um sistema de cache que, dizem, é bem poderoso, criando “espelhos do site” em servidores deles espalhados pelo mundo, em uma parceria com o Dreamhost. Mas sinceramente eu não vi diferença, e as quedas constantes do site foram resolvidas com a desativação do Powerpress, o plugin de podcasts, que devo procurar alternativas nas próximas semanas. Sobre os custos de hospedagem, alguns podem até achar pouco os custos, mas quem quer abrir um site ou blog de games para pagar mais de 100 reais por mês com hospedagem? O Adsense, que antes rendia maravilhas e era a galinha dos ovos de ouro, hoje rende menos da metade dos custos (e média 25 dólares por mês, recebendo a grana depois que passa de US$ 100, isso por quê eu tinha blogs caça-paraquedistas com notícias de celebridades e etc), e financeiramente o Select deveria ter ido pro limbo há muito tempo. Aí descobri o sistema de afiliados da Amazon, que acaba ajudando bastante nessa parte para manter, e por isso os posts com links dela apareceram com uma certa frequência, e podem acabar se intensificando por aqui. Se você não curte os posts patrocinados, só ignora eles (hehehehe), mas acho que todo mundo curte promoções de games (não vou citar aqui links para comprar um game recente com preço full-retail de 60 dólares, salvo raríssimas exceções). E nesse mundo onde os grandes jornais e sites saem demitindo meio mundo de gente e descontinuam os sites grandes (como os sites automotivos Jalopnik e o Tazio, descontinuados recentemente pela F451, que mantém o Kotaku Brasil e o Gizmodo), quem vive de publicidade online está tendo sérios problemas. Dizem por aí que os anunciantes, em sua maioria, vão pro Google (Youtube) e pras Organizações Globo, que cada vez mais fatura grana com um Big Brother da vida.

Também nunca escondi de ninguém que eu aos poucos fui me educando na arte da otimização de posts/SEO e mesmo da questão do sonho de ser um problogger profissional, e achava que seria mais fácil popular o blog com muitos posts por dia, por eliminar o tempo de ida e vinda do trampo (1 hora e meia) e poder ficar as 24 horas de um dia da semana em casa como autônomo! Ledo engano: quando você vira autônomo você fica pior do que quando você é empregado. Sabe aquela escapadinha para ir no Twitter, Facebook ou mesmo ler aquela notícia bizarra de TV ou aquele “assunto do momento”? Era mais fácil você fazer isso quando o chefe não está de olho (“é só uma escapadinha pra descansar do trampo insano, desculpa ae, não bloqueia o portal que eu acessei não!”), mas quando você tem de se policiar, você vê que o seu descanso foi pro beleléu há muito tempo. Finais de semana trabalhando e tentando conciliar com os games, trocas pessoais de horários onde você troca a manhã pela noite e está programando uma rotina “fudida” em Java às 23h15 (e sofrendo com aquele problema que demora meia-hora para você descobrir que aquelas 3 linhas de código estão na parte errada da função, ou até perde mais tempo pra resolver), prazos apertados pra cumprir quando você marca uma reunião e tenta melhorar o que já está pronto no software…éééééééé, não é fácil! Aí vem a questão de conseguir conciliar o próprio tempo com a diversão, blablabla, blablabla, aquele papo de quem conseguiu o sucesso, mas aí você vê que não está acostumado a isso e você se ferra. E por não ter no momento uma vida social muito ativa, aí eu praticamente “me internei no trabalho”, deixando as postagens diárias de lado, e acabando jogando no tempo que eu deveria usar para escrever algum post (Guild Wars 2 = vício. Jogaço, mas fique longe de MMOs! Conselho de amigo!). Uma outra válvula de escape, os games (e não deveria ser um momento de descontração? Pois é, nem sempre penso assim, o que é errado). E como os outros editores também não tem mais tempo, aí o blog acaba ficando sem posts mesmo.

Mas o que o futuro nos reserva? Com o meu sistema para o cliente entrando na reta final do desenvolvimento, provavelmente no final de fevereiro eu devo estar sem projeto, sem emprego e com tempo livre para voltar à ativa. O mais engraçado é que to querendo logo que essa parte chegue, para poder descansar um pouco e não ter tantas responsabilidades. Quando você é empregado com carteira assinada, você tem as suas responsabilidades trabalhistas dentro da empresa, e fora dela você tem a sua vida particular e pode sentar em casa depois do expediente e jogar sem compromisso, apenas para passar o tempo. Quando você é autônomo, nem sempre você pode fazer isso, e quando faz você fica com aquela dor na consciência de estar jogando e não continuando o desenvolvimento dos seus projetos. Até mesmo aquele estudante de gamedev tem uma “vida dupla”, trampando normalmente numa empresa e à noite criando joguinhos diversos ou mesmo estudando para poder ter mais realização profissional e poder trabalhar no que gosta.

Quando à mim, eu ainda quero manter o Select Game como puder, mas sem prometer periodicidades diárias. Mas sei que se não ficar sem posts diários o leitor deixará de acessar o site regularmente, e não quero deixar vocês na mão! Só não nos xinguem pela falta momentânea de posts por aqui (hehehehe). E vamo que vamo (lembrando que em março tem Dark Souls II, e o sofrimento gamístico deve continuar!)

[Imagem via Ginguelona]







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