O que você lerá neste post é uma análise diferente de uma análise comum em revistas e sites. Eu não vou me limitar a falar apenas de gráficos, jogabilidade, diversão, enredo (itens que tem em uma resenha/análise de um game). Vai ser algo maior do que isso. Vou postar sobre o jogo que mais marcou em toda a minha vida pessoal. Nenhum jogo, de qualquer plataforma, teve tanta influência no meu modo de pensar quanto esse. Pode-se dizer que o jogo que citarei aqui é, até o fechamento deste post, o melhor game que já joguei em toda a minha vida. Mas isso você já sabia, já que você pode ter lido o meu Top 10, mas se não leu, recomendo a leitura!

Capa do Splinter Cell - PC

O jogo em questão (é claro que postei o nome do jogo no título) é Splinter Cell. Tom Clancy’s Splinter Cell. É um jogo de espionagem em terceira pessoa. Pode-se dizer que o Splinter Cell me fez querer, de fato, tentar a vida como desenvolvedor de jogos (isso quando eu descobri que poderia ganhar dinheiro nesta área). E este game foi o game que eu entrei, de cara, na geração dos gráficos de ponta e games hype (games que são muito comentados pelos jogadores). Pode-se dizer que a maior base do projeto CSIB foi (e continuará sendo) este jogo. Tudo bem que eu já joguei muitos outros jogos marcantes (como o Final Fantasy VIII, a série Tomb Raider, Metal Gear Solid, Final Fantasy VII, e outros), mas este foi o maior de todos.



Este é o segundo post onde fracionei o texto em páginas, por causa do tamanho do texto. Espero que aproveite a leitura!

1 – O meu primeiro computador

Há mais de 3 anos atrás, eu estava fazendo um curso superior de sistemas de informação, e como precisava de um computador para estudar as matérias do curso (como programação), eu ganhei um PC de presente da minha mãe (na época eu não trabalhava). E aí, apesar de ter um certo conhecimento em informática, eu precisava escolher uma configuração técnica do meu computador (definir como que poderia ser, escolhendo que tipos de peças eu poderia colocar nele, como processador, memória, placa de vídeo, e outros). E como eu queria ter um computador que pudesse rodar jogos atuais, decidi tentar comprar um computador com uma configuração alta mas que não fosse tão caro.

Como eu já tinha acesso à internet, decidi procurar um game como base teórica para escolher a configuração. Nesse época, eu fiquei sabendo da existência do Splinter Cell, com conversas com um colega (que tinha os 3 videogames da geração passada na casa dele: o Playstation 2, o Xbox e o GameCube) . Então pesquisei sobre o jogo no UOL Jogos, li sua análise e me animei. Descobri também que tinha o jogo original para locação numa locadora aqui em Varginha. Com os dados do jogo, eu montei a configuração do computador:

Pentium 4 1.8GHz
HD de 40 GB (que depois aumentei para 120 GB)
256 MB de Memória RAM (depois aumentei para 512)
Placa de vídeo Geforce 4 MX 440 com AGP 8x

Comprei o PC com esta configuração. Não preciso dizer que, depois de alguns anos, eu me arrependo de ter comprado esta placa de vídeo, já que ela não tem suporte ao tal do Pixel Shader, impossibilitando de jogar games mais atuais (mesmo com configuração mínima). Uma hora terei de trocar certas peças do computador para conseguir acompanhar a área de games (e conseqüentemente a área de computação gráfica, já que aos poucos os softwares vão pedir configurações mais avançadas), mas por enquanto to me aguentando com esta configuração.

Com o PC em mãos, foi procurar o jogo para locação. E como estava na faculdade, eu só poderia alugar o game nos finais de semana e jogar direto o game. E foi o que eu fiz, numa sexta-feira (não lembro mais exatamente qual dia que foi, mas me lembro como foi).

Não me surpreendi que o game tivesse 3 CDs, já que eu estava acostumado com games longos e com muitos CDs (como os Final Fantasy: o VII tem 3 Cds e o VIII tem 4 cds!). Fui para a faculdade com o game, e quando cheguei em casa, obviamente decidi instalar o mesmo. Como eu tinha alguns afazeres a fazer (jantar, necessidades fisiológicas, etc etc), adiei em algumas horas a instalação do game. Outro empecilho na época foi o drive de leitura que eu tinha, que era lento para ler os CDs. A instalação demorou muito tempo. E estava louco de vontade de jogar o game. Queria também testar o meu novo brinquedo (o PC 😆 )!

Consegui instalar o game, e me surpreendi quando vi o jogo.

2 – A primeira vez

Com a instalação do jogo completa, foi a vez de rodar o mesmo. Este game foi a primeira experiência de jogar um game complexo no PC (tudo bem que quando eu estava na quinta série do Ensino Fundamental eu joguei Wolfenstein, mas isso não conta 😛 ), já que antes era só Playstation e usava um joystick. Agora seria na base do teclado, mouse e o cérebro, já que eu não usaria nenhum detonado/dica do jogo, diferente da maioria dos games que eu jogava antigamente.

Rodei o jogo, e assisti à primeira animação do game. A primeira coisa que me surpreendeu foi o lance de ter legendas em português! Como era a minha primeira experiência com games para PC, eu não sabia que algumas distribuidoras brasileiras lançasse o game com legendas.

Depois, o jogo, nesta versão, vinha com um save de uma das fases e o modo para iniciar do zero. Eu vi primeiro o save embutido, que me jogou para uma fase avançada do game. E aí todos os meus conceitos de gráficos de jogo que eu conhecia antes caíram por terra.

Algum tempo antes, eu, como muitos, já estávamos maravilhados com os gráficos dos games para o Playstation 2, que eu vi na Gamers 44. Na época, eu fiquei chateado, já que o preço do console era muito caro para os meus padrões (cerca de 1500 reais, pelo que me lembro. Isso na época do lançamento do mesmo). Eu não tinha condições de comprar o PS2, então eu acabei parando de acompanhar notícias de games (e parei de comprar revistas), já que, como eu não poderia comprar o mesmo, era inútil ficar por dentro da área de games. Pra quê ficar aguardando um game se você não iria jogá-lo? Essa era a minha opinião na época, e só voltei a acompanhar a área de games quando conheci a Unidev (sobre isso devo falar futuramente na série de posts sobre o CSIB. Aliás, este texto faz parte dela!). Ver um jogo com gráficos assim me mostrou que agora eu tinha um console multi-uso em casa. Que eu poderia finalmente jogar games com gráficos melhores. Tudo bem que um computador não é um console, mas também serve como um!

Voltemos a falar dos gráficos. Graficamente, o game é incrível. Na hora nem tinha palavras para descrever o que eu via, já que as referências que eu tinha eram antigas. Tudo bem que hoje tem games com gráficos melhores, mas na época era o game com os gráficos mais incríveis que já vi. Diversas vezes eu fazia close no rosto do Sam Fisher (sei que é um pouco viadagem, mas…) e ficava admirando os cenários (fora os seus efeitos de luz e sombra, que são até hoje impressionantes).

O problema é que o game em si, apesar de ter gráficos bons, você não poderia aproveitar os mesmos, já que a mecânica de jogo do mesmo o impede. Passe para a página 2 e você entenderá o porquê!







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